Itabira: mulher diz que está tendo atendimento negado e sendo perseguida em PSF

Uma mulher, de 44 anos, disse que teve atendimento negado no Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro Praia, em Itabira. Em entrevista ao Notícias Uai, Amanda Duarte alegou que está sendo perseguida pelos funcionários da unidade após ter feito denúncias.

A mulher disse que está com o braço queimado e enfaixado e que, quando foi trabalhar, a faixa soltou. Ela disse que voltou ao PSF e pediu para consertar a faixa, mas o funcionário se recusou e começou a gritar com ela e disse que ela está desvinculada daquela unidade e pediu para ela ir ao posto do Bela Vista.

“Só que sexta-feira passada mesmo ele falou que levaria meu prontuário pro PSF do Bela Vista. Só que ele não levou. Ele não levou. Até hoje meu prontuário não chegou no Bela Vista. Aí ele negou de novo em fazer isso pra mim. Aí ele começou a gritar comigo e eu comecei a gritar com ele. Falei que ele não era dono do PSF. Que eles não podem fazer o que eles querem”, relatou Amanda Duarte.

A mulher também disse que isso ocorre frequentemente: “isso acontece direto, desde a vida toda que eu estou no PSF, é humilhação”.

Ao ser perguntada se mudou de residência, Amanda Duarte disse: “Eu não sei o que eles [funcionários do PSF] arrumaram lá. Eles foram, mesmo a gente que é daquele PSF, eu não sei o que eles arrumaram. Nem o povo, nem o pessoal do PSF, do Praia 2, não entendeu. Eles colocaram a gente pro Praia 2. O pessoal do Praia 2 não aceitou, voltou a gente pro Praia 1. Mas a gente não pode ser atendido lá, pois eles não atendem a gente”.

“Meu marido tem problema de diabetes, a glicemia dele está alta, está sem receita, está sem remédio, sem nada. E o povo não pode confiar no PSF do Bela Vista, pois o prontuário está aqui embaixo. Eles não mandaram o prontuário lá pra cima”, disse.

“Nem a vacina de Covid, elas quiseram aplicar não”, disse. “Quando aconteceu isso com a vacina, eu liguei [pra Ouvidoria]. Eu liguei. Eles viraram pra mim, falaram comigo, você pode tomar vacina de qualquer PSF. Eles não podem negar, ele tem que aplicar. A moça fechou a porta, na minha cara, e não aplicou vacina. Lá no Praia”, afirmou.

Amanda Duarte disse que passou a sofrer perseguição dos funcionários após a mãe dela machucar e não curativos na unidade e ela denunciar.

Chorando, a mulher disse que está com depressão profunda e faz tratamento.

Segundo as funcionárias, a Polícia Militar foi acionada.

Certo é que a mulher não foi atendida e foi orientada para ir ao PSF do Bela Vista. Ela disse que não se sentiu segura e voltou para casa.

Nem a ouvidora e nem a secretária de Saúde estavam no prédio da Secretaria durante a reportagem.

O Notícias Uai entrou em contato com a Prefeitura Municipal e aguarda retorno.

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