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Justiça ordena prisão de dois médicos condenados por envolvimento na morte de criança e retirada ilegal de órgãos

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A Justiça Mineira determinou a prisão dos médicos José Luiz Gomes da Silva e José Luiz Bonfitto, condenados a 25 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato do menino Paulo Pavesi, no ano 2000. Segundo o Ministério Público de Minas, a criança foi morta para a retirada ilegal de órgãos para transplante em Poços de Caldas, no Sul do estado.

A decisão é dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que negaram, nesta terça-feira, a apelação dos dois réus do caso. Eles recorriam da decisão do juri que os condenou pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, com pena aumentada por ter sido praticado contra pessoa menor de 14 anos e aguardavam em liberdade.

Além disso, na mesma sessão, os desembargadores também rejeitaram a apelação de um outro médico envolvido no crime, Álvaro Ianhez, que foi condenado a 21 anos e 8 meses de prisão pela morte da criança. Ele está preso desde maio do ano passado e, com a confirmação da decisão do juri popular, Álvaro teve o pedido de soltura negado pelos magistrados.

Os três médicos negam envolvimento no crime.

Além desses profissionais de saúde, outros três médicos Sérgio Poli Gaspar, Celso Roberto Frasson e Claudio Rogério Carneiro envolvidos no caso também apresentaram recursos, que serão julgados. Eles chegaram a ser condenados em 2014 pelo crime de remoção de órgãos e, desde então, aguardam em liberdade.

O caso Pavesi ganhou grande repercussão nacional. No dia 19 de abril de 2000, o menino Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos, caiu da grade do playground do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro. De acordo com o Ministério Público, a criança foi vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica. Porém, as investigações mostram que o laudo foi forjado para que ocorresse a remoção dos órgãos para transplante.

O crime gerou uma série de investigações e resultou no descredenciamento da Santa Casa de Poços de Caldas para a remoção de órgãos e transplantes no ano de 2002.

Fonte: Débora Costa / CBN

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