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Religião ou projeto de poder? A ascensão dos “varões” na política

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Ao longo do tempo, no planeta Terra, o cristão perdeu o domínio sobre Sete Montes. E precisa reconquistá-los para reconstruir o planeta com base nos valores cristãos, para prepará-lo para o retorno de Jesus Cristo. Esses Sete Montes são: “Família, Religião, Educação, Mídia, Lazer, Negócios e… Governo”. Esse é um resumo da estratégia que está por trás do que se batizou de “Teologia do Domínio”. Embora não seja uma novidade na estratégia política evangélica, especialmente de algumas igrejas neopentocostais, nunca antes ela esteve tão presente no debate eleitoral.

“É preciso tirar o diabo do poder”

“A Teologia do Domínio tem um abordagem pesada: é preciso tirar o diabo do poder. É preciso dominar o poder político fazendo com que os ungidos do Senhor tomem conta do poder político […]”, diz Pietro Nardella-Dellova, doutor em Ciência da Religião pela PUC/SP.

“Não tocarás no Ungido do Senhor. São frases como essa que são pregadas diuturnamente nas igrejas. Então, na lógica da Teologia do Domínio, é preciso fazer com que os servos do Senhor tomem o poder. Tomando o poder, a nação será uma nação consagrada no sangue do Cordeiro.”

“Os interesses religiosos sempre estiveram presentes na política. A força da Igreja Anglicana na Inglaterra é um exemplo disso. Mesmo a força católica aqui”, observou o doutor em Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Joscimar Silva, em recente debate sobre o tema promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel). “Mas talvez nunca antes tenha sido ponto tão central do debate”, continua.

*Artigo adaptado de Sandy Mendes, Rudolfo Lago, Vanessa Lippet – do “Congresso em Foco”. Texto completo em congressoemfoco . uol . com . br /area/governo/teologia-do-dominio-entenda-o-que-e-e-o-papel-de-michelle-na-campanha/

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