Episódios recentes de violência no entorno da unidade prisional renovaram preocupação de moradores e do poder público local. Para governo estadual, no entanto, atendimento da demanda não seria viável.
“Em pleno século XXI, é inconcebível termos um presídio no centro da cidade, funcionando até hoje como idealizado lá atrás”, afirmou o deputado Vitório Júnior (PP), referindo-se à Penitenciária José Maria Alkimin (PJMA), localizada em Ribeirão da Neves (Metropolitana de BH) e construída em 1927, quando ainda não havia área urbana em seu entorno.
O presídio foi objeto de audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido do parlamentar. O debate ocorreu na Câmara Municipal de Ribeirão das Neves nesta segunda-feira (24/3/25).
Na reunião, moradores do município e representantes do poder público demandaram a desativação da unidade prisional. O principal motivo seria a recorrência de episódios de violência ocasionados pela saída e retorno diários de detentos do regime semiaberto.
Segundo o delegado Fábio Moraes Werneck Neto, da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Ribeirão das Neves, foram 9 homicídios praticados nos momentos de saída ou chegada dos detentos desde 2020, sendo 5 deles apenas em 2024. “São casos de difícil apuração, pois se referem a organizações criminosas de outros municípios, que vêm para cá apenas para fazer acerto de contas. Por isso, a investigação depende também da interlocução com outras unidades”, relata.
Na reunião, moradores do município e representantes do poder público demandaram a desativação da unidade prisional. O principal motivo seria a recorrência de episódios de violência ocasionados pela saída e retorno diários de detentos do regime semiaberto.
Segundo o delegado Fábio Moraes Werneck Neto, da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Ribeirão das Neves, foram 9 homicídios praticados nos momentos de saída ou chegada dos detentos desde 2020, sendo 5 deles apenas em 2024.
“São casos de difícil apuração, pois se referem a organizações criminosas de outros municípios, que vêm para cá apenas para fazer acerto de contas. Por isso, a investigação depende também da interlocução com outras unidades”, relata.
Ele explica ainda que são crimes com uso de armamento pesado, o que coloca não somente a população, mas a polícia também em grave risco.
No último dia 25 de novembro, quatro presos sofreram uma emboscada por parte de uma facção criminosa rival. O atentado, que deixou dois mortos e um ferido, aconteceu em uma via pública, a LMG-806. No mesmo ano, um tiroteio em frente à sede do Legislativo municipal colocou em risco servidores e cidadãos que estavam no local.
Os episódios foram lembrados pelo vereador Edson Gonçalves, presidente da Câmara. “Estamos aqui para buscar uma solução realista e pensar quais os primeiros passos que podem ser dados para mudar essa situação”, frisou.