
Renan Rachid Silva Vieira foi preso na terça-feira (10) após ser flagrado utilizando uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para deslocamentos pessoais. A prisão ocorreu durante uma blitz da Corregedoria na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Durante a abordagem, ele se apresentou como advogado e mostrou uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Renan é casado com uma delegada da Polícia Civil, apontada como responsável pela viatura. Uma equipe da Corregedoria foi até a casa do casal para informá-la sobre o ocorrido e levá-la para prestar esclarecimentos. Segundo a Polícia Civil, Renan foi preso pelo crime de peculato e encaminhado ao sistema prisional, enquanto a delegada também foi ouvida e presa, sendo conduzida à casa de custódia. A instituição afirmou, em nota, que não tolera desvios ou condutas irregulares de seus servidores.
Além do caso da viatura, Renan aparece como autor em pelo menos sete ocorrências registradas entre 2019 e 2026. Os registros envolvem crimes como estelionato, ameaça, agiotagem e intimidação de vítimas. Em uma ocorrência de 2019, uma pessoa relatou ter sido ameaçada por um funcionário dele após um desacerto comercial. Nesse caso, Renan teria se passado por policial civil e utilizado uma carteira funcional falsa para intimidar pessoas.
Em 2024, um homem denunciou Renan por práticas de agiotagem com cobrança de juros abusivos. A vítima seria um idoso de 73 anos, e o filho relatou ameaças de invasão da loja da família com homens armados e caminhões para retirar mercadorias, além de intimidações contra os filhos da vítima.







