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Brasileira lidera negociações que podem definir regras sobre mineração em águas profundas

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Imagem: Divulgação – Letícia Carvalho, primeira mulher e latino-americana a comandar a ISA, lidera negociações internacionais para criar regras sobre mineração em águas profundas em áreas que cobrem 54% dos oceanos.

A cientista brasileira Letícia Carvalho entrou para a história ao assumir o comando da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), tornando-se a primeira mulher e também a primeira representante da América Latina a ocupar o cargo. Agora, ela conduz uma das discussões ambientais mais importantes da atualidade: a criação de um conjunto de normas globais para regular a mineração em águas profundas.

O organismo, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), é responsável por administrar áreas marítimas que representam cerca de 54% de todos os oceanos do mundo, especialmente regiões localizadas fora das fronteiras marítimas dos países.

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Código de Mineração em águas profundas avança nas negociações

As reuniões lideradas pela ISA têm como foco principal a construção de um Código de Mineração internacional, documento que deverá estabelecer critérios para exploração mineral em alto-mar. A proposta vem sendo debatida entre diferentes países e especialistas, em meio a preocupações ambientais e interesses econômicos ligados aos recursos existentes no fundo oceânico.

A previsão atual é que o texto final seja concluído até o final de 2026 ou nos primeiros meses de 2027.

Oceanos ainda desconhecidos estão no centro do debate

A criação das regras internacionais ganhou força devido ao aumento do interesse por minerais encontrados em grandes profundidades marítimas, utilizados principalmente em tecnologias e equipamentos eletrônicos. Ao mesmo tempo, cientistas alertam para os riscos ambientais envolvendo ecossistemas que ainda possuem pouca pesquisa científica.

A proposta discutida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos pretende equilibrar o potencial econômico da atividade com medidas de preservação ambiental, buscando evitar impactos irreversíveis em áreas pouco exploradas dos oceanos.Com a liderança da brasileira, o tema passou a ganhar ainda mais destaque nas discussões globais sobre sustentabilidade, exploração mineral e proteção ambiental.

 

 

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