Siga nossas redes

spot_img

BTG vê cenário favorável para a Vale com demanda crescente por ferro e cobre

spot_img
spot_img
spot_img

A perspectiva para os mercados de minério de ferro e cobre permanece positiva na avaliação do BTG Pactual, que repercutiu uma entrevista concedida pelo diretor financeiro da Vale, Marcelo Bacci, à Barron’s. Segundo o banco, as declarações do executivo reforçam a estratégia adotada pela mineradora e indicam um ambiente favorável para os próximos anos.

Na entrevista, Bacci afirmou que a expansão global dos investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial, à eletrificação e ao aumento da capacidade industrial deve impulsionar a demanda por metais, especialmente minério de ferro e cobre. Ele também destacou que Índia, países do Sudeste Asiático e nações africanas tendem a ganhar importância como novos polos de crescimento, enquanto a China continua mantendo um consumo estável de aço, sustentado pela manufatura, pelos investimentos em infraestrutura e pelas exportações, mesmo em meio à crise do setor imobiliário.

Em relação ao cobre, o diretor financeiro observou que a expansão da oferta enfrenta desafios cada vez maiores. Segundo ele, a redução da qualidade do minério e a maior complexidade dos depósitos tornam os novos projetos mais difíceis de desenvolver, o que pode exigir preços estruturalmente mais elevados para garantir sua viabilidade econômica.

-Continua após a publicidade-

Bacci também comentou os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de combustível e frete. Apesar da alta dessas despesas, afirmou que a Vale está protegida por operações de hedge e por contratos que abrangem entre 90% e 95% das remessas previstas para 2026.

O executivo reafirmou ainda o compromisso da mineradora de manter investimentos anuais próximos de US$ 6 bilhões, com foco principalmente na ampliação da produção de cobre. Ao mesmo tempo, a empresa pretende conservar a dívida líquida na faixa entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. Caso haja geração de caixa acima do necessário, os recursos poderão continuar sendo destinados ao pagamento de dividendos ou à recompra de ações.

Na avaliação do BTG Pactual, as declarações de Marcelo Bacci estão em linha com o posicionamento recente da Vale. O banco projeta que o minério de ferro deverá oscilar entre US$ 90 e US$ 100 por tonelada no médio prazo, sustentado pelas limitações da oferta e pela estabilidade da demanda chinesa. Para o cobre, a expectativa continua positiva, impulsionada pelo avanço da transição energética e da digitalização. Já o níquel, embora apresente fundamentos considerados fracos neste momento, estaria próximo de atingir um piso cíclico. O relatório também aponta a existência de pressões de custos no curto prazo, mas prevê uma melhora desse cenário ao longo do segundo semestre.

spot_img
spot_img
spot_img