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Um desfecho trágico e cercado de dor abalou moradores de Santa Maria de Itabira, na região Central de Minas Gerais. Um idoso de 81 anos morreu nesta quarta-feira (1º/4), após passar 15 dias internado em estado grave, vítima de uma suspeita de envenenamento por cachaça.
De acordo com informações da Polícia Militar, o homem foi socorrido na madrugada do dia 17 de março e encaminhado ao Hospital Carlos Chagas, em Itabira, já apresentando sinais severos de intoxicação. Desde então, travou uma luta silenciosa pela vida dentro da unidade de saúde — batalha que terminou de forma devastadora.
O relato que intriga familiares e autoridades aponta que a bebida teria sido oferecida por um amigo. Ambos ingeriram a cachaça, mas apenas o idoso sofreu as consequências mais graves. O outro homem também passou mal, recebeu atendimento médico e acabou liberado. A suspeita levantada pela família é de que o líquido estivesse armazenado em um recipiente contaminado com veneno.
Veneno silencioso e sofrimento prolongado
O diagnóstico médico revelou intoxicação exógena por carbamato, substância altamente tóxica conhecida popularmente como “chumbinho”. A partir daí, o quadro clínico se agravou rapidamente.
O idoso enfrentou uma sequência de complicações severas: insuficiência respiratória, instabilidade hemodinâmica e necessidade de internação na UTI. Durante os dias seguintes, o organismo não resistiu ao avanço das lesões causadas pelo veneno.
Ele ainda desenvolveu choque séptico com foco pulmonar, sofreu um pneumotórax espontâneo — que exigiu drenagem de urgência —, apresentou crises convulsivas e teve agravamento da função renal. Um cenário crítico que evidenciou a violência silenciosa provocada pela substância.
Investigação e comoção
Após a confirmação da morte, a ocorrência foi registrada para encaminhamento do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML), que realizou os procedimentos necessários antes da liberação para a família.
O caso levanta suspeitas e deve ser investigado pelas autoridades para esclarecer se houve negligência, acidente ou até mesmo ação intencional.
Enquanto isso, fica o luto e a revolta de familiares diante de uma morte marcada pelo sofrimento e por circunstâncias ainda envoltas em mistério — um alerta cruel sobre os riscos de substâncias altamente tóxicas e o perigo de contaminação invisível.







