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Casal suspeito de matar o filho bebê e jogar corpo em rio é preso na Grande BH

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site:noticiasuai.com
Criança foi morta pelos pais em novembro de 2025. Eles confessaram que administraram uma grande quantidade de remédio calmante para o filho dormir

Os pais de um bebê morto em novembro do ano passado foram presos em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa terça-feira (2/6). O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil na última quarta-feira (27/5), depois que o casal informou a amigos que o filho havia morrido. A criança teria sido intoxicada com medicamentos. Já seu corpo teria sido lançado no leito de um rio em Ipatinga, mas até o momento não foi encontrado. O casal foi encontrado em uma pousada, onde estavam escondidos. Eles foram detidos após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva. Durante a abordagem eles confessaram que intoxicaram o filho e desovaram seu corpo.

Nessa terça-feira, durante interrogatórios, os suspeitos confessaram a morte da criança. Segundo a PCMG, o casal relatou que o homicídio aconteceu no fim de novembro de 2025, em Ipatinga, na região do Vale do Aço. Eles afirmaram que administraram uma quantidade excessiva de medicamentos calmantes, com a intenção de fazê-lo dormir.

De acordo com as declarações prestadas, após constatarem que a criança não apresentava mais sinais vitais, os investigados verificaram o óbito e, posteriormente, ocultaram o cadáver, lançando o corpo em um leito de rio localizado em Ipatinga. A vítima foi identificada como menino, recém-nascido, à época dos fatos investigados.

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As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente as circunstâncias da morte, localizar os restos mortais da vítima, apurar eventual participação de terceiros e reunir todos os elementos necessários para a responsabilização criminal dos envolvidos.

Como o crime foi descoberto

Segundo o relato de testemunhas, mensagens de texto enviadas pela mãe do bebê nos dias 26 e 27 de maio informavam que o filho teria falecido. No entanto, as justificativas apresentadas por ela eram divergentes: primeiro ela afirmou que a família havia sido agredida por um cobrador de dívidas e, em outra, apontou o companheiro como autor das agressões que teriam causado o óbito do filho.

Diante da denúncia, equipes foram até a residência do casal. Conforme o boletim de ocorrência, os moradores autorizaram a entrada dos policiais de forma espontânea. Dentro da casa, os militares constataram muita bagunça, sujeira, garrafas de bebidas alcoólicas, objetos quebrados e diversos pinos vazios de cocaína.

O homem, de 38 anos, e a mulher, de 31, admitiram ser usuários de drogas e apresentavam sinais de alteração psicomotora, desatenção e oscilação de humor. Questionada pela Polícia Militar durante uma abordagem, no dia do registro da ocorrência, a mãe apresentou novas versões. Inicialmente, declarou que o filho havia morrido meses depois do nascimento. Posteriormente, alegou que, devido a uma denúncia de tráfico de drogas feita em Belo Horizonte, passou a sofrer ameaças de morte, o que motivou constantes mudanças.

Ela afirmou que uma terceira mulher teria assassinado a criança em novembro de 2025, em Ipatinga, no Vale do Aço, como retaliação de traficantes, quando o menino tinha 2 meses de vida. Minutos depois, a mulher mudou o depoimento, sustentando que ela, o companheiro e o bebê dormiam na mesma cama quando percebeu que o menor estava com os lábios roxos e sem sinais vitais. De acordo com essa versão, uma cuidadora que havia sido contratada teria pego o corpo e fugido.

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