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A suspeita confirmou que esteve na escola, mas alegou que o objetivo era solicitar à direção a mudança de sala de sua filha
Uma estudante de 11 anos foi vítima de uma suposta injúria racial nessa quarta-feira (20/5), em uma escola estadual em Arinos, na região Noroeste de Minas Gerais. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o crime teria sido praticado pela mãe de uma colega de classe da vítima, de 26, que teria ido até a sala de aula e abordado a menina em um ponto sem cobertura de monitoramento por câmeras.A PM foi acionada pela mãe da vítima. Segundo o relato dela, a filha informou que a suspeita compareceu à unidade de ensino e, ao avistar a menina, teria se aproximado e dito diversas ofensas de cunho racista e discriminatório: “Sua esquisita e gorda. Nega preta não vale nada”. O relato da mãe da vítima foi confirmado pela criança.
A mãe da estudante agredida informou ainda que a situação é consequência de desentendimentos antigos que vêm ocorrendo entre as duas famílias, motivados por brigas entre a sua filha e a filha da suspeita, que estudam na mesma sala de aula.
Versão
A suspeita foi localizada pela PM e ao apresentar a versão dos fatos, a mulher confirmou que esteve na escola, mas alegou que o objetivo era solicitar à direção a mudança de sala de sua filha, também de 11 anos.
A mulher argumentou que a filha sofre provocações constantes por parte da vítima e de outros colegas, que utilizariam frases ofensivas em relação à sua conduta pessoal e profissional. Além disso, a suspeita relatou ter tomado conhecimento de supostas publicações em redes sociais com indiretas que sinalizavam a intenção da menor em agredir sua filha.
A suspeita confirmou que viu a estudante na escola e que foi até ela, mas garantiu ter feito apenas uma advertência para que a menina não agredisse sua filha. Ela negou ter dito qualquer expressão de cunho racial ou ofensivo contra a criança.
Procedimentos legais
Como não houve flagrante delito no momento do atendimento da ocorrência, os militares não realizaram prisões imediatas. As partes receberam orientações formais para procurar a Polícia Civil, que ficará responsável pelas providências e pela investigação do caso.









