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Empresa dona de mina de terras raras no Brasil terá novo presidente após fusão

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O executivo Thras Moraitis, atual CEO do Serra Verde Group, assumirá o comando global da USA Rare Earth a partir de 1º de outubro. A mudança acontece em meio ao processo de incorporação da empresa brasileira pelo grupo norte-americano e reforça a importância da operação em Goiás na estratégia de expansão da companhia.

Controlado por investidores internacionais, entre eles os fundos Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy & Minerals Group, o Serra Verde Group é proprietário da Serra Verde Pesquisa e Mineração, responsável pela mina e pela planta de produção de terras raras de Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás.

Moraitis ocupará o cargo atualmente exercido por Barbara Humpton, que deixará a presidência da empresa e também o conselho de administração em 1º de outubro. A expectativa da USA Rare Earth é concluir, até o fim de agosto, a operação anunciada em abril para incorporar a Serra Verde.

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A unidade de Minaçu produz terras raras utilizadas na fabricação de ímãs permanentes e será a principal fornecedora de matéria-prima para a estratégia da companhia. O objetivo é estruturar uma cadeia integrada que reúna mineração, processamento, produção de metais e fabricação de ímãs.

Conhecido como “mine-to-magnet”, ou “da mina ao ímã”, esse modelo busca reduzir a dependência dos Estados Unidos e de outros países ocidentais em relação à cadeia de fornecimento atualmente controlada pela China.

À frente da Serra Verde desde janeiro de 2023, Moraitis conduziu a empresa durante o avanço da produção comercial e fortaleceu sua participação nas iniciativas de governos e empresas ocidentais voltadas à diversificação do fornecimento de terras raras.

Em comunicado ao mercado divulgado nesta segunda-feira (20), a empresa destacou que, sob sua gestão, “a Serra Verde se transformou na única produtora em larga escala, fora da Ásia, das quatro terras raras magnéticas consideradas críticas e em uma das pioneiras da indústria brasileira de terras raras”.

Antes de assumir a liderança da Serra Verde, o executivo integrou o comitê executivo da Xstrata, mineradora posteriormente adquirida pela Glencore, além de ocupar cargos no grupo EuroChem. Segundo a USA Rare Earth, ao longo da carreira ele participou de aproximadamente 40 operações de fusões e aquisições.

De acordo com a empresa, a mudança no comando ocorre em um momento de transição estratégica, no qual o foco deixa de ser a captação de recursos e a aquisição de ativos para priorizar a integração das operações e o aumento da produção. A estratégia prevê conectar a produção da Serra Verde às unidades de processamento e fabricação da companhia nos Estados Unidos, com fornecimento voltado para os setores de defesa, energia, indústria automotiva e tecnologia.

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