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Câmara de Itabira: denúncia aponta assessora que recebe R$ 8 mil por mês e quase nunca aparece para trabalhar; caso foi parar na polícia

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Vereador registra ocorrência contra repórter após apuração de denúncia sobre assessora que receberia quase R$ 8 mil sem bater ponto na Câmara de Itabira

O vereador Luiz Carlos, representante do distrito de Ipoema, em Itabira (MG), registrou um boletim de ocorrência contra um repórter do portal NotíciasUai após a presença do jornalista nas proximidades de seu gabinete na Câmara Municipal.

O caso teria ocorrido depois que a equipe de reportagem iniciou a apuração de uma denúncia envolvendo uma assessora lotada no gabinete do parlamentar.

De acordo com informações recebidas pela reportagem, a servidora não estaria comparecendo regularmente à Câmara Municipal para cumprir sua carga horária de trabalho. Diante da denúncia, a equipe do portal decidiu ir até o local para verificar se a informação procedia.

Dias após a visita da reportagem, surgiram relatos de que o vereador Luiz Carlos estaria comentando nos corredores da Câmara que havia registrado um boletim de ocorrência contra o repórter, alegando que o jornalista teria ido ao gabinete sem comunicação prévia, acompanhado de outro profissional da imprensa.

Durante a apuração, a reportagem identificou que o segundo profissional citado pelo vereador é um jornalista que inclusive já trabalhou com ele durante o período de campanha eleitoral.

O parlamentar teria afirmado que qualquer pessoa que deseje ir até seu gabinete deve fazer uma comunicação antecipada. No entanto, o portal NotíciasUai ressalta que seu representante é cidadão itabirano e brasileiro naturalizado e que o trabalho da imprensa consiste justamente em apurar informações, investigar denúncias e cobrar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades em órgãos públicos.

O episódio levantou questionamentos dentro e fora da Câmara: por que a necessidade de autorização prévia para visitar um gabinete público? O espaço faz parte da estrutura da Câmara Municipal e é mantido com recursos públicos.

Caso seja confirmada a denúncia de que a servidora contratada com dinheiro público não estaria cumprindo regularmente sua jornada de trabalho, a situação pode configurar irregularidade contra o erário, o que exige apuração por parte das autoridades competentes.

Informações obtidas pela reportagem indicam que a assessora compareceria ao gabinete apenas a cada 15 dias e que não teria residência fixa em Itabira, mantendo apenas um apartamento alugado na região central da cidade.

Outro ponto levantado durante as apurações é que, apesar de receber salário próximo de R$ 8 mil, a servidora não utilizaria o sistema de biometria da Câmara para registrar presença, assinando apenas uma folha de ponto controlada pelo próprio gabinete do vereador.

Um funcionário da Câmara, que preferiu não se identificar, afirmou que a função da assessora seria interna, mas que ela não participa de reuniões de comissões, sessões extraordinárias ou do acompanhamento das atividades legislativas.

Ainda segundo informações, após tomar conhecimento da apuração jornalística, o vereador teria alterado o cargo da servidora e passado a exigir registro de ponto. A mudança gerou novas dúvidas sobre se a funcionária passará a cumprir efetivamente uma carga horária regular, como ocorre com os demais servidores públicos.

Mesmo após a apuração sobre a possível irregularidade, o vereador optou por registrar ocorrência policial contra o repórter, o que gerou repercussão e reacendeu o debate sobre transparência no serviço público, fiscalização dos atos políticos e liberdade de imprensa.

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