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A recuperação de grande parte das ferrovias que hoje estão fora de operação no país depende diretamente de um aporte expressivo de recursos públicos. A estimativa aponta para a necessidade de, no mínimo, R$ 75 bilhões para viabilizar a reconstrução da infraestrutura e garantir o funcionamento regular dessas linhas.
As informações fazem parte de um estudo preliminar elaborado com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Infra S.A., empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes. O material servirá como base para o planejamento logístico nacional e para a definição das prioridades de investimento nos próximos anos.
Ferrovias abandonadas podem reativar 7.412 km com apoio público
De acordo com o levantamento, há um potencial significativo de recuperação da malha ferroviária atualmente inativa. Ao todo, cerca de 7.412 quilômetros de trilhos, distribuídos em 37 trechos pelo país, poderiam voltar a operar.
No entanto, o estudo indica que essa retomada não deve ocorrer sem algum tipo de incentivo governamental. A viabilidade econômica desses trechos depende da participação do poder público, seja por meio de subsídios, seja por investimentos diretos na infraestrutura.
O relatório também destaca que a reativação dessas linhas pode ter impacto relevante na logística brasileira, contribuindo para a redução de custos no transporte e ampliando a eficiência no escoamento de cargas.
Com base nesses dados, o governo federal deve utilizar o estudo como referência para estruturar políticas públicas voltadas ao setor ferroviário, priorizando os trechos com maior potencial de retorno econômico e estratégico.







