O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Violência Doméstica de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e com o apoio da Coordenadoria Estadual das Promotorias de Justiça do Tribunal do Júri (Cojur), ofereceu nesta quinta-feira, 30 de abril, denúncia por feminicídio contra um guarda municipal de 33 anos. Ele é acusado de matar a tiros a companheira, de 36 anos, na presença da filha do casal, de apenas oito anos. O crime ocorreu no dia 8 de março deste ano, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
A denúncia requer que o acusado, que já se encontra preso, perca o cargo público e tenha o poder familiar em relação à filha destituído. Além disso, o MPMG solicita a fixação de indenização por danos morais e materiais à criança, que testemunhou o assassinato da mãe.
De acordo com a Promotoria de Justiça, no dia do crime, o guarda municipal teria se irritado com a companheira pelo fato dela, momentos antes, ter decidido pintar as unhas, o que ele interpretou, de forma infundada, como um sinal de traição. Utilizando uma pistola calibre 9mm, o denunciado efetuou um disparo à queima-roupa na região do olho esquerdo da vítima, enquanto ela estava sentada no sofá da residência da família.
Após o disparo, o homem teria tentado manipular a cena do crime, arrastando o corpo da vítima até seu veículo e levando-a a um hospital municipal sob a falsa alegação de suicídio.
Consta ainda na denúncia que ele teria ameaçado a própria filha para que ela não revelasse o ocorrido aos familiares ou à polícia. A promotoria considerou que o crime foi praticado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, com emprego de arma de fogo de uso restrito, na presença de descendente e contra uma vítima mãe e responsável por criança.
Fonte: Acom / MPMG






