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Ibram projeta 35% de mulheres na liderança da mineração até 2030

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site:noticiasuai.com

O setor mineral brasileiro voltou a colocar a diversidade no centro do debate nesta terça-feira (14), durante a quinta edição do Diversibram, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Com a proposta de ampliar a inclusão em diferentes frentes, o encontro reuniu representantes da cadeia produtiva sob o tema “Mineração sem rótulos”.

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Mineração define metas de diversidade com foco em 35% de mulheres na liderança

Durante o evento, o presidente interino do Ibram, Pablo Cesário, destacou que o avanço da diversidade no setor precisa ser acompanhado por metas concretas e mensuráveis. “O compromisso tem que estar ligado a números, e um dos números principais que a gente tem, a gente fez uma série de indicadores para a mineração”, afirmou.

Um dos principais indicadores apresentados foi a presença feminina em cargos de liderança. Segundo os dados, em 2009, apenas 6% dessas posições eram ocupadas por mulheres. Atualmente, esse índice chegou a 24%, demonstrando evolução ao longo dos anos. Ainda assim, a meta estabelecida pelo setor é mais ambiciosa: alcançar ao menos 35% até 2030, com horizonte também projetado para 2033.

Setor amplia inclusão de PCDs e diversidade racial em cargos estratégicos

Outros indicadores também mostram desafios importantes. No caso das pessoas com deficiência (PCDs), a participação atual está em 4%. A meta é atingir pelo menos 6% nos próximos anos, com ações voltadas à ampliação da inclusão.

Já em relação à presença de negros, pretos e pardos em cargos de liderança, o setor registrou 34,4% em 2024. A expectativa é superar a marca de 45% até 2030, reforçando o compromisso com maior representatividade.

Mineração busca avanço também na inclusão de pessoas LGBTI

A diversidade no ambiente corporativo da mineração também inclui a comunidade LGBTI. Atualmente, esse grupo representa 3,8% das lideranças. A meta é elevar esse percentual para, no mínimo, 6%.

Cesário reforçou que, apesar dos avanços já registrados, ainda há um longo caminho a percorrer. “Isso não é suficiente, mas já mostra que houve um avanço relevante, e que a gente sabe para onde quer ir, tem uma meta, e a partir de agora ela vai ser monitorada ano a ano, e ações de correção para chegar a esse resultado vão ser adotadas”, destacou.

O acompanhamento contínuo dos indicadores deve orientar ajustes nas estratégias, consolidando a diversidade como um dos pilares do desenvolvimento sustentável da mineração brasileira.

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