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Inquérito inocenta policial militar da acusação de estupro contra diarista em Belo Horizonte

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Diversos laudos periciais foram produzidos, e ouvimos várias testemunhas’, informou a delegada Larissa Mascotte

O policial militar acusado de estuprar uma diarista em 26 de fevereiro deste ano, no bairro Santa Rosa, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, não foi indiciado. É o que concluiu a Polícia Civil no inquérito, cujo resultado foi divulgado nesta quarta-feira (2 de abril).

A delegada Larissa Mascotte informou que a diarista procurou a polícia denunciando que, ao chegar para faxinar a loja do policial, o homem teria passado as mãos nas nádegas dela e, em seguida, a ameaçado com uma arma de fogo, obrigando-a a consumar a relação sexual.

“Na investigação, diversos laudos periciais foram produzidos, e ouvimos várias testemunhas. O policial militar não foi indiciado pelo crime de estupro, considerando que as declarações da vítima não foram confirmadas pelos elementos probatórios. A diarista passou por exame de corpo de delito e outros procedimentos, que não constataram violência sexual”, afirmou a delegada.

A responsável pela investigação disse que uma testemunha apontada pela vítima foi ouvida. Essa pessoa, segundo a diarista, teria sido procurada por ela e informada sobre o crime supostamente sofrido. “A testemunha negou a versão da vítima. Ela foi chave [na investigação], pois foi apontada diretamente pela diarista”.

A delegada, contudo, ressaltou que o não indiciamento do policial militar não significa que a diarista tenha mentido. “A Polícia Civil não tem essa conclusão. O que podemos afirmar é que não foi possível confirmar a versão [de estupro]. A relação sexual existiu, tanto que foi admitido pelo suspeito. Mas a violência ou grave ameaça não pôde ser comprovada pela investigação”, ressaltou.

Imagens do circuito de segurança da loja do militar foram analisadas pela Polícia Civil. “Finalizamos o inquérito e o enviamos para a Justiça. Agora, ele será analisado pelo Ministério Público, que vai decidir se oferece a denúncia, se solicita o arquivamento ou se pede novas diligências”, complementou a delegada.

 

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