O promotor de Justiça Jonas Monteiro esteve em Itabira para atuar no julgamento de acusados de homicídio qualificado ocorrido no bairro Monsenhor José Lopes. A sessão do Tribunal do Júri teve início por volta das 8h da manhã desta quarta-feira (25) e segue sem previsão de término.
O Ministério Público sustenta a acusação e pede a condenação do réu pelos crimes denunciados.
Conforme a denúncia, o crime aconteceu em 1º de maio de 2024 na Rua Dom Mário Gurgel. Após monitoramento prévio da movimentação da vítima, o denunciado e comparsas surpreenderam a vítima em via pública e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.
As investigações apontam que o homicídio estaria relacionado à dinâmica do tráfico de drogas na região. O crime foi denunciado como qualificado por motivo torpe, pelo emprego de meio que resultou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que os disparos ocorreram em local aberto, expondo terceiros a risco.
Além do homicídio qualificado, o acusado responde também por corrupção de menores, associação para o tráfico de drogas e constrangimento ilegal, este último em razão de ameaças dirigidas à mãe da vítima dias após o assassinato.
Segundo o promotor Jonas Monteiro, a análise das qualificadoras e das demais circunstâncias caberá ao Conselho de Sentença, conforme decisão de pronúncia. O réu está preso preventivamente desde 24 de maio de 2024 e, em caso de condenação pelo Tribunal do Júri, a pena será fixada pelo Juízo Presidente, observados os parâmetros legais.
Para o representante do Ministério Público, a submissão do acusado a julgamento popular representa o cumprimento do dever constitucional de defesa da vida e da ordem jurídica, garantindo que crimes de extrema gravidade sejam avaliados pela sociedade por meio do Conselho de Sentença. Ele ressaltou ainda a necessidade de atuação firme do Estado no enfrentamento da violência e da criminalidade organizada.
Até o fechamento desta reportagem, o julgamento ainda não havia sido concluído e a sessão seguia com depoimentos, interrogatório e debates entre acusação e defesa.







