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Decisão cita brutalidade, embriaguez e arsenal com mais de 10 armas apreendido na casa do suspeito
A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de um homem de 59 anos acusado de matar um cachorro com 11 disparos de arma de fogo em Pará de Minas, na região Centro-Oeste do estado, no dia 23 de março deste ano. A decisão foi assinada nessa segunda-feira (13/4).
De acordo com a decisão do juiz Bruno Miranda Camêlo, o suspeito teria efetuado os tiros no momento em que o animal estava na garagem da residência. O cachorro tentou se esconder, mas morreu no local.
Ainda segundo o processo, o homem estaria embriagado no momento do crime. Após a ocorrência, policiais militares foram até o imóvel, onde encontraram um verdadeiro arsenal, com mais de dez armas — entre espingardas, revólveres e pistolas, algumas semiautomáticas — além de munições, carregadores e lunetas de alta precisão.
Gravidade e comoção pesaram na decisão
Ao determinar a prisão preventiva, Camêlo considerou a gravidade concreta do caso, destacando a brutalidade da ação e o risco à segurança pública. O magistrado também menciona que o crime ocorreu em área central da cidade, com circulação de pessoas, o que aumentaria o potencial de perigo.
Outro ponto citado é a repercussão do caso, que gerou comoção social e mobilização da comunidade, além de ampla divulgação na imprensa.
Risco à ordem pública
Segundo o juiz, a liberdade do investigado representa risco à ordem pública, o que justifica a medida cautelar. A decisão aponta ainda que a quantidade de armas apreendidas — incluindo itens de uso restrito e sem registro — indica a “especial periculosidade” do suspeito.
O homem deverá responder à acusação no prazo de 10 dias após ser citado. Caso não apresente defesa, a Defensoria Pública será acionada.








