
Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, estava desaparecida desde sexta-feira (21) e foi encontrada morta nesta terça-feira (25), em Jacuí; suspeito, que é policial militar, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
A Justiça de Minas Gerais decretou, nesta quarta-feira (26), a prisão preventiva do policial militar José Sérgio de Oliveira, suspeito de matar a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, uma mulher trans, e ocultar o corpo em uma área de mata na zona rural de Jacuí, no Sul de Minas Gerais.
Maryna estava desaparecida desde a tarde da última sexta-feira (21). O corpo dela foi localizado nesta terça-feira (25), após o próprio suspeito procurar a Polícia Militar e apresentar sua versão sobre o ocorrido.
Segundo o relato atribuído ao policial, ele mantinha um relacionamento com a vítima e alegou que Maryna teria ameaçado expor a relação. Ainda conforme a versão apresentada por ele, José Sérgio buscou a mulher e a levou para uma área rural do município.
O suspeito afirmou que Maryna teria tentado atingi-lo com uma faca. Em seguida, segundo o relato, ele efetuou três ou quatro disparos de arma de fogo no rosto da vítima.
Após a morte, conforme as informações do caso, o policial teria colocado o corpo em um veículo, levado a vítima para uma área de mata e enterrado o cadáver próximo a uma árvore. Na terça-feira, José Sérgio indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido ocultado.
Justiça cita gravidade do caso ao decretar prisão
Na decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, a juíza Elisandra Alice dos Santos Camilo, da Comarca de Jacuí, considerou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
A magistrada destacou a gravidade concreta das circunstâncias apuradas e os riscos relacionados à liberdade do investigado.
“Diante da gravidade concreta das condutas, os riscos de reiteração criminosa, o perigo gerado pela liberdade do autuado, entendo que deve ser decretada a prisão preventiva, com a finalidade mor de garantir a ordem pública, a estabilidade social e a conveniência da instrução criminal”, afirmou a juíza na decisão.
Corpo passa por exames
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o corpo de Maryna Colucci de Jesus foi encaminhado ao Posto Médico-Legal (PML) de São Sebastião do Paraíso, onde passará por exames para auxiliar na determinação da causa da morte e no esclarecimento das circunstâncias do crime.
A corporação informou ainda que as investigações continuam.
“As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias da ocorrência”, informou a Polícia Civil.
O caso segue sob investigação.
A defesa de José Sérgio de Oliveira e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) poderão se manifestar sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamentos e esclarecimentos.










