
Homem de 46 anos foi preso em flagrante após a mãe perceber comportamento estranho e presenciar a situação; criança autista passou por exames e recebeu acompanhamento do Conselho Tutelar
Uma mãe viveu momentos de desespero ao perceber que a própria filha, uma criança autista de apenas 5 anos, poderia estar sendo vítima de abuso sexual dentro de casa, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O principal suspeito é o namorado da mulher, de 46 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, os três moravam juntos. No sábado (8), a mãe percebeu mudanças no comportamento do homem e decidiu conversar com a filha. Durante a conversa, a criança teria relatado que o suspeito havia tocado suas partes íntimas e mostrado o órgão genital para ela.
Diante da suspeita, a mãe passou a observar atentamente o comportamento do companheiro.
MÃE FINGIU ESTAR DORMINDO
Na madrugada de domingo (9), enquanto os três estavam no mesmo ambiente, a mulher percebeu que o homem se aproximou do colchão onde a criança dormia.
De acordo com o relato apresentado à polícia, a mãe decidiu fingir que estava dormindo para observar o que aconteceria. Em determinado momento, ela se virou e teria flagrado o suspeito com as calças abaixadas, próximo à filha.
Ainda segundo o boletim, a criança relatou novamente que o homem havia tocado suas partes íntimas.
A mãe imediatamente acionou a Polícia Militar. O suspeito, entretanto, deixou o local antes da chegada dos policiais e fugiu.
SUSPEITO FOI PRESO NA SAÍDA DA CIDADE
Horas depois, o homem foi localizado e preso em flagrante na saída de Patos de Minas.
Aos policiais, ele não confirmou a denúncia. Segundo o registro policial, afirmou apenas que pretendia seguir para Pratinha.
A criança foi encaminhada para atendimento médico e passou por exames. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso e garantir a proteção da vítima.
O homem foi conduzido pelas autoridades e permanece à disposição da Justiça. As circunstâncias do caso serão investigadas pela Polícia Civil.
Por envolver uma criança, a identidade da vítima e outros dados que possam permitir sua identificação não são divulgados.








