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Mãe vira alvo da polícia após inventar estupro de filha e marcar aborto

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Adolescente de 14 anos confirmou que não houve violência; mãe teria inventado crime para tentar aborto legal pelo SUS em Araguari, no Triângulo Mineiro

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um caso em que foi necessário interromper a realização de um aborto considerado irregular de uma adolescente de 14 anos, em Araguari, no Triângulo Mineiro. Segundo a polícia, o caso passou a ser apurado após uma denúncia feita à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) sobre um suposto estupro de vulnerável, há cerca de uma semana.

No entanto, durante as investigações, foi constatado que a mãe da jovem havia procurado uma unidade de saúde alegando que a filha teria sido vítima de estupro. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil concluiu que não houve violência sexual.De acordo com os levantamentos, a gestação foi resultado de uma relação consensual entre adolescentes, incluindo o namorado da jovem, que também é menor de idade.

Diante disso, os agentes impediram a realização do procedimento, já que, nesse contexto, ele não se enquadraria nas situações previstas em lei.

Ainda conforme a investigação, a mãe da adolescente também teria agendado uma consulta para a última quinta-feira (19) no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).

Após o caso, a adolescente foi ouvida e confirmou que não houve estupro, afirmando que a versão teria sido criada pela mãe para tentar realizar o aborto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A mãe deverá responder por falsa comunicação de crime. O Conselho Tutelar também foi acionado.

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