spot_img

Mais um preso é encontrado morto no Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte

spot_img
spot_img

Mais um detento foi encontrado morto dentro da unidade prisional Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, na manhã deste sábado (14). A vítima foi identificada como Nilson Lemes Carvalho, de 49 anos, que havia dado entrada na unidade apenas uma semana antes, no último sábado (7).

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), policiais penais foram acionados após o preso ser encontrado deitado em sua cela, aparentemente sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado ao local, mas os profissionais apenas puderam confirmar o óbito.

A Sejusp informou, por meio de nota, que foi aberto um procedimento interno administrativo para apurar as circunstâncias da morte. Os detentos que dividiam a cela com Nilson deverão ser ouvidos durante a investigação. A apuração criminal do caso ficará sob responsabilidade da Polícia Civil.

Sequência de mortes preocupa

A morte acontece em meio a uma sequência de ocorrências dentro da mesma unidade prisional. Nas últimas duas semanas, outros três detentos já haviam sido encontrados mortos no Ceresp Gameleira, em um intervalo de apenas dois dias. O primeiro caso foi registrado em 26 de fevereiro, aumentando a preocupação com a segurança e as condições dentro do presídio.

Preso já tinha passagem pelo sistema

Segundo a Sejusp, Nilson Lemes Carvalho já possuía passagem pelo sistema prisional mineiro. Ele esteve preso anteriormente entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2014, sendo liberado posteriormente por meio de alvará de soltura concedido pela Justiça. Os crimes que motivaram as prisões não foram informados.

Mortes em presídios triplicam em Minas

Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) apontam que o número de mortes em presídios de Minas Gerais triplicou nos últimos quatro anos. Em 2021 foram registrados 44 casos, enquanto no ano passado o número ultrapassou 130 mortes, contabilizadas até o início de dezembro.

A sequência de mortes em unidades prisionais reacende o debate sobre superlotação, segurança e condições do sistema carcerário mineiro. Autoridades ainda investigam se os casos têm relação entre si.

 

spot_img
spot_img
spot_img

Ação não permitida.