
O prefeito de Itabira e presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG Brasil), Marco Antônio Lage, passa a integrar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), órgão vinculado à Presidência da República. A composição reúne 18 integrantes com direito a voto, entre ministros, representantes do setor produtivo, estados, municípios e instituições de ensino superior.
Lage ocupa a cadeira destinada aos municípios. O conselho é presidido por Miriam Belchior, da Casa Civil, e conta com a participação de autoridades de áreas consideradas diretamente relacionadas à política mineral, industrial, econômica, ambiental, tecnológica e de segurança do país.
Entre os integrantes estão Alexandre Silveira, de Minas e Energia; André de Paula, da Agricultura e Pecuária; Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Dario Durigan, da Fazenda; Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação; José Múcio Monteiro Filho, da Defesa; e João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Também fazem parte do colegiado Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência; Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Marcos Antonio Amaro dos Santos, do Gabinete de Segurança Institucional.
Representação dos municípios
A participação de Marco Antônio Lage coloca os municípios mineradores entre os atores representados diretamente no novo conselho. Como presidente da AMIG Brasil, ele leva ao colegiado a perspectiva de cidades que convivem diretamente com a atividade mineral e seus impactos e oportunidades.
Além de Lage, a representação externa ao Executivo Federal inclui Eracy Lafuente, pelos estados e Distrito Federal; Pablo Cesário, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), e Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo setor privado.
As instituições de ensino superior também têm uma cadeira, ocupada pelo geólogo e professor do IFRN Alexandre Magno Rocha da Rocha.
Com isso, a composição reúne, no mesmo colegiado, representantes do governo federal, dos governos subnacionais, do setor empresarial e da academia.
Debate sobre minerais estratégicos
O CIMCE terá papel na formulação das políticas industriais relacionadas aos minerais críticos e estratégicos. Entre as atribuições previstas estão a definição de projetos prioritários e a análise de operações consideradas estratégicas para o setor.
A criação do conselho ocorre em um momento em que o governo federal busca ampliar o beneficiamento, a transformação e a industrialização de minerais considerados estratégicos, com o objetivo de aumentar a agregação de valor dentro do país.
A discussão envolve minerais utilizados em setores considerados estratégicos para a economia e para o desenvolvimento tecnológico, além das chamadas terras raras.
Para os municípios mineradores, a discussão inclui também a necessidade de transformar a riqueza mineral em benefícios de longo prazo para os territórios produtores.
Itabira no debate nacional
Historicamente ligada à mineração, Itabira passa a ter sua experiência representada diretamente em um colegiado nacional dedicado ao futuro dos minerais críticos e estratégicos.
A participação de Marco Antônio Lage ocorre justamente em um debate sobre a transição de um modelo baseado predominantemente na extração e comercialização de commodities para uma cadeia com maior participação de beneficiamento, tecnologia, inovação e industrialização.
A primeira reunião do CIMCE deverá ocorrer nos próximos dias, quando os integrantes deverão iniciar as discussões para a implementação dos instrumentos relacionados à nova política nacional para minerais críticos, estratégicos e terras raras.
Para Itabira, a presença no conselho representa a possibilidade de levar para Brasília as demandas e experiências de um município cuja história econômica está diretamente ligada à mineração e que também discute alternativas para o desenvolvimento em um novo ciclo da atividade mineral.











