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“Ofereceram dinheiro para eu desistir”, diz Cleitinho — mas senador não apresenta nomes nem leva denúncia oficialmente ao Senado

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou, durante discurso no plenário, que recebeu uma suposta oferta em dinheiro para desistir de disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração chamou atenção pelo teor grave da acusação, mas também levantou questionamentos, já que o parlamentar não revelou quem teria feito a proposta, não apresentou provas e, até o momento, não informou ter formalizado a denúncia aos órgãos competentes.

Segundo Cleitinho, um político de Divinópolis, sua cidade natal, teria sido encarregado de transmitir um recado de um grupo interessado em tirá-lo da corrida eleitoral. De acordo com o senador, a mensagem era clara: haveria dinheiro disponível para que ele desistisse da pré-candidatura.

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Apesar da gravidade da denúncia, o senador não identificou os supostos envolvidos, não exibiu qualquer evidência da tentativa de suborno e também não informou se registrou boletim de ocorrência, acionou a Polícia Federal, o Ministério Público ou comunicou oficialmente a Mesa do Senado.

Durante o discurso, Cleitinho reafirmou que pretende manter sua pré-candidatura e declarou que não será intimidado por pressões políticas ou econômicas.

Além da suposta tentativa de compra de sua desistência, o senador também fez críticas a mineradoras e a grupos econômicos que, segundo ele, exerceriam influência sobre a política mineira. Novamente, porém, não citou nomes de empresas ou pessoas, limitando-se a afirmar que poderá revelar os responsáveis “na hora certa”.

As declarações repercutem no cenário político de Minas Gerais, onde Cleitinho aparece entre os possíveis candidatos ao Palácio Tiradentes em 2026.

A ausência de nomes, documentos ou qualquer medida formal até o momento faz com que as afirmações permaneçam apenas no campo das declarações políticas. Especialistas costumam destacar que denúncias dessa natureza, quando acompanhadas de provas e encaminhadas às autoridades competentes, podem dar origem a investigações para apurar eventual prática de corrupção eleitoral ou outros crimes.

Enquanto isso, o caso segue cercado por dúvidas: se houve realmente uma tentativa de compra de desistência, quem são os responsáveis e por que a denúncia ainda não foi oficialmente apresentada às autoridades responsáveis pela investigação?

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