A atividade mineradora em Minas Gerais deve passar por mudanças significativas nas próximas décadas. Um planejamento desenvolvido pelo governo estadual indica que, até 2040, o setor precisará incorporar mais tecnologia, reduzir emissões de carbono e atuar de forma alinhada a práticas de sustentabilidade, governança e responsabilidade social.
Essas orientações fazem parte do Plano Estadual de Mineração 2040 (PEM), elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais com o objetivo de direcionar o desenvolvimento da mineração no estado ao longo dos próximos 14 anos.
A proposta busca aumentar a competitividade da mineração enquanto promove operações com maior rastreabilidade, processos ambientalmente mais adequados e maior utilização de inovação tecnológica.
O plano é estruturado a partir de quatro eixos estratégicos que devem orientar o avanço do setor: desenvolvimento econômico, inovação tecnológica, compromisso socioambiental e aperfeiçoamento da regulação.
Esses fundamentos servirão de base para políticas públicas voltadas à mineração, estimulando práticas mais sustentáveis e incentivando o fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas à atividade mineral.
Entre as prioridades apontadas estão a diminuição das emissões de carbono nas operações, a adoção de novas tecnologias e o fortalecimento dos mecanismos de governança dentro da indústria.
Segundo Daniel Guimarães Medrado, subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Sede, a expectativa é que, até 2040, a mineração em Minas Gerais esteja mais conectada às cadeias industriais, agregando maior valor aos recursos extraídos dentro do próprio estado.
Ele destaca que a tendência é ampliar a transformação industrial dos minerais produzidos, fortalecendo a presença do estado em cadeias produtivas relacionadas à transição energética global.
Esse cenário pode favorecer a chegada de novos investimentos e ampliar a geração de empregos vinculados à indústria mineral e às tecnologias associadas à energia limpa.
Outro aspecto considerado fundamental para o futuro do setor é o aprimoramento da infraestrutura de transporte e logística. O plano prevê o desenvolvimento de novas rotas e a expansão de conexões multimodais para facilitar o escoamento da produção mineral.
A expectativa é que essas melhorias aumentem a competitividade da mineração e contribuam para atrair novos projetos.
O documento também propõe ações voltadas à diversificação econômica em regiões mineradoras, além de políticas de apoio a pequenos produtores e incentivo a cadeias produtivas ligadas a minerais considerados críticos e estratégicos.
Outra proposta do planejamento é a criação de fóruns para fortalecer a articulação entre Arranjos Produtivos Locais relacionados à mineração.
A iniciativa pretende incentivar estudos sobre a estrutura econômica de municípios mineradores ou de consórcios regionais. A partir dessas análises, as cidades poderiam desenvolver estratégias próprias para o setor mineral, alinhadas ao planejamento estadual.
Com essa medida, o governo busca ampliar a participação das regiões produtoras na definição dos rumos da mineração em Minas Gerais.







