A Polícia Civil de Minas Gerais, através da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Itabira, efetuou a prisão de um homem de 35 anos, suspeito de praticar abusos sexuais contra sua própria filha. Outras informações serão repassadas em coletiva de Imprensa pelo delegado João Martins Teixeira nesta sexta-feira, 15 de agosto, às 11 horas.
A investigação teve início após a mãe da vítima, atualmente adolescente de 16 anos de idade, visualizar uma mensagem com conteúdo suspeito enviada pelo pai para o celular da vítima.
Então, a adolescente foi encaminhada para o Hospital Carlos Chagas, local em que passou pela Escuta Especializada. A vítima relatou que os abusos acontecem de forma frequente, desde que ela havia 13 anos de idade. Alegou, ainda, que o pai a coagia a mandar fotos e vídeos contendo cenas íntimas, bem como ameaçava a matar, caso contasse a situação para alguém.
Recentemente, a mãe da vítima passou a insistir para que ela passasse por uma consulta com um médico ginecologista. Por temer que fosse constatado que a filha não era mais virgem, o suspeito passou a intermediar um encontro sexual entre a filha e o namorado desta, inclusive coagindo o rapaz para afirmar que ele teria sido o responsável por “tirar a virgindade” da adolescente.
Assim que tomou ciência da situação, a Polícia Civil instaurou o inquérito policial, coletou todos os elementos necessários e representou pela prisão preventiva do investigado, o que foi prontamente deferido pelo Poder Judiciário.
Após a prisão, o investigado confessou a prática dos atos, afirmando que tudo o que foi relatado por sua filha é verdade.
Segundo o Delegado responsável pelas investigações, Dr. João Martins Teixeira: “Trata-se de um caso de extrema gravidade, que causa profunda indignação, não apenas pelo ato em si, mas também pela quebra de confiança e de proteção que se espera no âmbito familiar. A prisão representa um passo essencial para assegurar a integridade da vítima, garantir a ordem pública e dar continuidade às apurações sem risco de intimidação ou coação.”.
O suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário, local em que ficará à disposição do Poder Judiciário.