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Uma reunião realizada para discutir a transferência temporária de alunos para a Escola Municipal Maricas Magalhães terminou em tumulto, bate-boca e sem definição na noite desta sexta-feira (08/05), em Itabira.
O encontro reuniu moradores, pais, professores e representantes da Prefeitura, além da participação da presidente do SINTSEPMI, Graziele Vieira Cachapuz Machado, que, segundo participantes, não teria sido oficialmente convidada para a reunião.
A principal pauta do encontro foi a transferência provisória dos estudantes da escola do bairro Candidópolis, considerada menor, para a Escola Maricas Magalhães, que possui espaço mais amplo e capacidade para atender os alunos enquanto uma nova unidade escolar é planejada pelo município no espaço da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim.
De acordo com representantes da Prefeitura, o projeto prevê a construção de uma escola em tempo integral, com estrutura moderna, salas adequadas e quadra esportiva.
Durante a apresentação, integrantes da administração municipal afirmaram que professores participaram das discussões sobre o modelo da futura escola, incluindo debates sobre metragem, estrutura física e condições de trabalho. Segundo a Prefeitura, o objetivo é construir um ambiente considerado “saudável e digno” para alunos e servidores.

O clima da reunião ficou mais tenso após a participação da presidente do sindicato, Graziele Vieira Cachapuz Machado. Conforme relatos de pessoas presentes, a sindicalista tomou o microfone das mãos da subsecretária de Educação, Delba Mércia Marques, de 64 anos, em meio a discursos inflamados e gritos.
Participantes afirmaram que a representante sindical passou a abordar pautas relacionadas à categoria dos servidores, embora a reunião tivesse sido convocada exclusivamente para tratar da situação dos alunos e da possível transferência para a Escola Maricas Magalhães. A atitude elevou ainda mais a tensão no local.
Moradores também relataram momentos de desorganização durante o encontro. Em determinado momento, crianças chegaram a utilizar o microfone para se manifestar ao público. Posteriormente, a presidente do sindicato pediu que vídeos gravados durante a reunião não fossem divulgados para evitar a exposição dos menores.
Representantes da Prefeitura defenderam que o espaço oferecido na Escola Maricas Magalhães garantiria melhores condições de ensino, além de mais segurança para os estudantes, inclusive em casos de emergência médica. Um professor presente utilizou a palavra para criticar as condições atuais da unidade onde os alunos estudam, classificando o espaço como inadequado e defendendo a mudança como alternativa para oferecer mais dignidade aos estudantes.
Apesar das discussões e posicionamentos apresentados, nenhuma decisão foi tomada. A reunião terminou em meio a discursos exaltados e sem consenso entre pais, servidores e representantes públicos. Até o momento, uma nova reunião ainda não foi agendada.
A subsecretária Delba Mércia Marques informou que deverá apresentar, em um próximo encontro, o projeto atualizado da futura escola e novas informações sobre a transferência temporária dos alunos até a conclusão das obras.









