
O potencial brasileiro na produção de minerais estratégicos para a indústria de veículos elétricos tem atraído novos investimentos. Entre as iniciativas em desenvolvimento está o projeto Grafite Jordânia, da Graphcoa, subsidiária da Appian Capital Brazil. O empreendimento prevê investimentos entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões para explorar reservas de grafite no nordeste de Minas Gerais.
O projeto será desenvolvido no município de Jordânia, na divisa com a Bahia. Atualmente, a empresa trabalha na etapa final dos estudos de viabilidade econômica e na obtenção do licenciamento ambiental necessário para iniciar a exploração mineral.
A previsão é alcançar uma produção anual de 54 mil toneladas de concentrado de grafita, conhecido como flakes. O cronograma apresentado pela companhia indica o início da implantação em 2027, com previsão de começar a produção no último trimestre de 2029.
A estratégia comercial tem como foco fabricantes de veículos elétricos da América do Norte e da Europa. O objetivo é atender à demanda por grafite utilizado na fabricação de baterias, um dos principais mercados consumidores desse mineral.
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário internacional por suas reservas de grafite. O país concentra aproximadamente 27% das reservas mundiais, ficando atrás apenas da China. Minas Gerais está entre os estados brasileiros com maior disponibilidade do mineral.
Além da aplicação na indústria de baterias, o grafite possui características que permitem diferentes usos. Considerado uma forma natural do carbono, apresenta boa condução térmica e elétrica, além de propriedades como flexibilidade, maciez, resistência a altas temperaturas e estabilidade química.
Essas características explicam sua utilização em diversos produtos, desde lápis e materiais de escrita até componentes de baterias para veículos elétricos.
Atualmente, o Brasil produz cerca de 70 mil toneladas anuais de grafite natural cristalino. A produção ocorre principalmente em Minas Gerais e conta com a participação da empresa Nacional Grafite.
A China mantém a liderança mundial na produção da matéria-prima, com aproximadamente 1,4 milhão de toneladas métricas por ano, volume que representa quase 80% da oferta global de grafite natural.








