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Samarco registra US$ 1,9 bilhão em receita e produção de 15,1 milhões de toneladas em 2025

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Samarco encerrou 2025 com um desempenho financeiro robusto, sustentado pelo avanço gradual da produção e pela estabilidade das operações. A mineradora alcançou receita líquida de US$ 1,898 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão, resultado 30,3% superior ao registrado no ano anterior.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira durante uma apresentação a investidores, que detalhou os resultados trimestrais e o balanço anual da companhia.

Produção de 15,1 milhões de toneladas marca maior volume desde retomada

Um dos fatores determinantes para o desempenho financeiro foi a consolidação do processo de aumento gradual da produção, que permitiu à empresa operar em cerca de 60% da capacidade instalada.

Em 2025, a produção total atingiu 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, o maior volume desde que a companhia retomou suas atividades em 2020. No mesmo período, as vendas alcançaram 15,9 milhões de toneladas, representando um crescimento de 68% em relação a 2024.

Segundo o presidente da empresa, Rodrigo Vilela, o ano representou um marco para a consolidação da recuperação operacional.

De acordo com ele, o foco da companhia permaneceu na segurança das operações, no cumprimento do planejamento estratégico e no fortalecimento da geração de caixa. A estabilização das plantas industriais e a conclusão da segunda fase do processo de retomada contribuíram para os resultados positivos.

Samarco promoveu investimento de R$ 13,8 bilhões para retorno à capacidade total

A empresa também avançou no planejamento para expandir novamente a produção. O objetivo é alcançar 100% da capacidade instalada a partir de 2028.

Para isso, o conselho de administração aprovou investimentos de R$ 13,8 bilhões, o maior aporte já previsto na história da companhia.

O diretor financeiro e de estratégia da mineradora, Gustavo Selayzim, afirmou que o encerramento do processo de recuperação judicial representou um passo importante para consolidar a reorganização financeira da empresa e fortalecer sua governança.

Indicadores de segurança superam média global da mineração

No campo operacional, a empresa também destacou avanços nos indicadores de saúde e segurança.

Em 2025, a Taxa Total de Frequência de Acidentes (TRIFR) foi de 0,63, desempenho considerado superior ao índice médio global da indústria de mineração, que é de 0,91.

Já a taxa de acidentes com afastamento terminou o ano em 0,13, refletindo o fortalecimento das práticas de controle e prevenção nas operações.

A companhia informou ainda que manteve 100% de conformidade nos relatórios de estabilidade de barragens, além da renovação integral das Declarações de Condição de Estabilidade e das certificações operacionais exigidas.

As operações seguem alinhadas ao Global Industry Standard on Tailings Management, referência global para gestão segura de estruturas de rejeitos.

Outro ponto destacado foi o avanço no processo de descaracterização da barragem do Germano, cuja conclusão está prevista para 2027, dois anos antes do prazo legal inicialmente estabelecido.

Reparação do Rio Doce segue como prioridade

As ações de reparação relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão continuam entre os principais compromissos da empresa. Em 2025, a mineradora concluiu o primeiro ciclo completo de execução do acordo firmado para a recuperação da região da Bacia do Rio Doce.

Durante o ano, a empresa direcionou cerca de US$ 4 bilhões para ações de reparação direta e aproximadamente US$ 2 bilhões em obrigações financeiras vinculadas ao acordo.

Também houve avanços em programas de indenização, conclusão de obras de reassentamento e iniciativas ambientais voltadas à recuperação florestal, melhoria da qualidade da água e monitoramento contínuo da bacia hidrográfica.

Segundo a companhia, as medidas reforçam o compromisso de promover uma reparação permanente, com foco nas comunidades atingidas e na recuperação ambiental da região.

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