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Seminário no Memorial Brumadinho propõe debate sobre mineração, memória e transição energética

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O Memorial Brumadinho promoverá, entre os dias 13 e 15 de agosto, o seminário “Mande notícias do mundo de lá”, iniciativa que reunirá especialistas e participantes para discutir os desafios e as contradições relacionados à mineração e à transição energética. O espaço foi criado em homenagem às 272 vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 2019, e o evento será realizado no próprio memorial, em Brumadinho (MG).

Organizado pela Fundação Memorial Brumadinho, o seminário acontece em um momento em que temas como a transição energética e as terras raras ocupam posição de destaque nas discussões econômicas e geopolíticas em todo o mundo.

Ao longo dos três dias de programação, os participantes poderão acompanhar mesas de debate, exposições artísticas e uma visita mediada à comunidade atingida pelo rompimento da barragem da Vale.

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Segundo a diretora-presidente da Fundação Memorial Brumadinho, Fabíola Moulin, um dos objetivos do encontro é promover uma reflexão sobre o modelo de mineração praticado no Brasil e os caminhos possíveis para o futuro, especialmente após as tragédias de Mariana, em 2015, e de Brumadinho.

“O memorial pode ter esse lugar de fazer contribuições importantes para a construção de outros modelos. Por isso, estamos falando de memória para pensar o futuro, de outros modelos que podem existir daqui para frente”, afirmou.

Fabíola também destacou que a proposta do seminário não é chegar a respostas definitivas, mas estimular reflexões e contribuir para o debate sobre ações governamentais capazes de enfrentar os desafios e paradoxos presentes no atual contexto da mineração.

Outro tema que estará em pauta é a relação entre os empreendimentos minerários e as comunidades onde são implantados. Para a diretora vice-presidente da Fundação Memorial Brumadinho, Vanessa Vieira, é necessário discutir se é possível conciliar novos projetos de mineração com a preservação dos territórios e da qualidade de vida das populações locais.

“É possível que uma mineradora chegue ao território com a implantação de uma operação sem que haja destruição? É possível pensar em transição energética sem um modelo que gere dano às comunidades?”, questiona.

Vanessa acrescenta que a chegada de novos empreendimentos costuma ser acompanhada por um discurso de desenvolvimento, mas que esse processo pode afastar moradores de seus modos de vida tradicionais e enfraquecer os vínculos comunitários.

Na avaliação de Fabíola Moulin, o seminário busca justamente contribuir para a construção de novas reflexões sobre os rumos da atividade minerária no país. “A ideia é que o seminário possa trazer algumas reflexões que contribuam para esse novo processo minerário que vai acontecer daqui para frente”, afirmou.

O seminário “Mande notícias do mundo de lá” será realizado nos dias 13, 14 e 15 de agosto, no Memorial Brumadinho, em Brumadinho (MG). O ingresso para os três dias custa R$ 150, e as inscrições, assim como a programação completa, estão disponíveis no site do evento.

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