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Vale prevê aumentar produção de cobre e níquel e ampliar participação desses metais nos resultados da empresa

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O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta quinta-feira (15), durante o FT Mining Summit, em Londres, que o crescimento da produção de cobre e níquel, aliado aos ganhos de eficiência operacional, deve ampliar a participação da Vale Base Metals (VBM) nos resultados financeiros do grupo nos próximos anos.

Segundo o executivo, a subsidiária, responsável pelos negócios de metais básicos, responde atualmente por cerca de 30% da contribuição total do Ebitda da companhia, indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A expectativa é que essa proporção ultrapasse 40% nos próximos anos.

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“A VBM hoje representa cerca de 30% da contribuição global do Ebitda da Vale. Posso ver que isso ultrapassará os 40% nos próximos anos”, declarou Pimenta durante o evento.

Apesar da perspectiva de expansão, o CEO afirmou que não existe um plano imediato para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VBM. Questionado sobre a possibilidade de abertura de capital da subsidiária, ele destacou que as sinergias entre as duas organizações ainda são relevantes para a estratégia da companhia.

De acordo com Pimenta, uma eventual oferta de ações poderá ser considerada futuramente, caso a empresa decida recorrer ao mercado de capitais para financiar oportunidades de investimento em condições competitivas.

Vale vê potencial de crescimento no cobre

Durante o encontro em Londres, Pimenta também avaliou que o mercado ainda subestima a atuação da Vale no segmento de cobre. Para ele, a expansão da produção do metal deve contribuir para diversificar o portfólio da mineradora, mantendo o minério de ferro como um dos principais produtos da companhia.

“Acredito firmemente que nossa história com o cobre é a mais subestimada do setor atualmente. Temos o maior crescimento entre as grandes empresas”, afirmou o executivo.

Atualmente, a Vale produz cerca de 380 mil toneladas de cobre por ano e prevê elevar esse volume para 700 mil toneladas nos próximos anos. A expansão deverá ocorrer especialmente em Carajás, no Pará, região onde a companhia já mantém operações.

Pimenta ressaltou ainda que a estrutura existente no Brasil representa uma vantagem para o desenvolvimento dos projetos, sobretudo pela disponibilidade de infraestrutura logística, como ferrovias e portos. Segundo ele, essa condição permite reduzir a necessidade de investimentos em comparação com empreendimentos construídos do zero.

“Em média, um projeto desenvolvido pela Vale tem metade da intensidade de capital de um projeto ‘greenfield’ típico porque temos ferrovia, porto, toda a infraestrutura já pronta no Brasil para implantar”, destacou.

A estratégia apresentada pelo presidente da Vale combina, assim, o aumento da produção de metais básicos com o aproveitamento da infraestrutura já disponível, buscando ampliar a contribuição da VBM para os resultados do grupo nos próximos anos.

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