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Vale registra melhor produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018

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A Vale divulgou nesta terça-feira (21) os resultados operacionais do segundo trimestre de 2026, com crescimento na produção e nas vendas em praticamente todas as áreas de atuação. O principal destaque foi o minério de ferro, que alcançou seu melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018.

Entre abril e junho, a mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro, volume 1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, o resultado foi impulsionado pelo recorde de produção em S11D e pelo aumento dos volumes provenientes dos projetos Capanema e VGR1.

As vendas também avançaram. No trimestre, a Vale comercializou 79,7 milhões de toneladas de minério de ferro, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. O desempenho foi favorecido pelo aumento da produção e pela comercialização de estoques.

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Além do minério de ferro, a companhia apresentou resultados positivos na produção de cobre e níquel. No cobre, foram produzidas 98,4 mil toneladas, volume 6% maior que o registrado no segundo trimestre de 2025 e o melhor desempenho para o período desde 2017. O resultado teve como destaque as operações brasileiras, com Salobo atingindo um recorde de 52,4 mil toneladas para um segundo trimestre, enquanto Sossego registrou crescimento de 26,3%, chegando a 25,9 mil toneladas.

A produção de níquel também apresentou alta. Foram 42 mil toneladas produzidas entre abril e junho, um avanço de 4% na comparação anual e o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2020. Segundo a Vale, o aumento da produção em Onça Puma e o desempenho recorde em Long Harbour compensaram os efeitos da manutenção programada realizada em Sudbury.

O único recuo entre os principais produtos foi registrado na produção de pelotas. O volume caiu 7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 7,3 milhões de toneladas. A empresa atribuiu a redução à paralisação temporária das plantas de pelotização em Omã durante parte do trimestre, em razão da evolução do conflito no Oriente Médio e das restrições logísticas decorrentes da situação.

Enquanto as operações em Omã estavam suspensas, o pellet feed que seria enviado ao país foi direcionado para as unidades de Tubarão e também para a venda de finos. A Vale informou que a produção nas plantas de Omã foi parcialmente retomada no fim de junho.

Os preços médios de venda também apresentaram alta no trimestre. O minério de ferro fino foi comercializado, em média, por US$ 95,00 por tonelada, valor 11,6% superior ao registrado um ano antes. No caso das pelotas, o preço médio ficou em US$ 137,00 por tonelada, alta de 2,2%.

Nos metais básicos, os aumentos foram ainda mais expressivos. O cobre alcançou preço médio de US$ 14.062 por tonelada, avanço de 56,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Já o níquel foi vendido, em média, por US$ 18.061 por tonelada, aumento de 14,3% na comparação anual.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Vale produziu 153,9 milhões de toneladas de minério de ferro, volume 1,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A empresa também manteve a projeção de produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo de 2026.

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