
A regulamentação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos poderá criar condições para ampliar os investimentos e impulsionar o crescimento da Vale no Brasil. A avaliação foi apresentada nesta sexta-feira (30) pelo vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Marcelo Bacci, durante entrevista sobre o balanço do terceiro trimestre.
Na visão do executivo, a definição das novas regras poderá representar um incentivo adicional à expansão das atividades da mineradora no país. Bacci ressaltou, porém, que será necessário aguardar a publicação do texto definitivo para dimensionar as oportunidades que poderão surgir a partir da regulamentação.
“Isso pode abrir oportunidades de investimentos e crescimento adicional. Precisamos ver o que vem no final da regulamentação para entender qual será o upside”, afirmou.
A iniciativa faz parte dos preparativos do governo federal para estabelecer as normas da política nacional voltada aos minerais críticos e estratégicos. Entre os objetivos estão a atração de investimentos e o fortalecimento da cadeia produtiva mineral brasileira.
Durante a entrevista, Bacci também comentou o cenário político após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a companhia já havia estruturado seu planejamento considerando diferentes possibilidades para o resultado eleitoral, com estratégias específicas para cada cenário.
“Como qualquer companhia do tamanho da Vale, nos preparamos para todos os cenários. Tínhamos estratégias diferentes para os dois”, declarou.
O vice-presidente também destacou a relação da mineradora com o atual governo federal, que classificou como construtiva. Ele afirmou que a empresa mantém expectativas de que a mineração ganhe protagonismo na economia nacional e contribua de forma significativa para o crescimento do país nos próximos anos.
“Temos um relacionamento muito construtivo com esse governo. Temos uma expectativa grande de que a mineração possa ser o grande motor de crescimento do Brasil nos próximos anos”, disse.
Outro tema abordado pelo executivo foi a expectativa em torno da publicação de um decreto que estabelecerá novos critérios para a classificação de cavidades naturais subterrâneas, como cavernas e grutas. Anunciada em junho pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida pretende atualizar os parâmetros técnicos utilizados nessa avaliação, reduzir a insegurança jurídica e proporcionar maior previsibilidade aos processos de licenciamento ambiental.
O assunto tem interesse direto para a Vale, que encontra restrições à expansão de projetos em regiões onde existem essas formações naturais, especialmente em Carajás, no Pará. A expectativa do governo é que a revisão dos critérios permita avançar com empreendimentos atualmente limitados pelas regras ambientais, mantendo a proteção das cavidades consideradas de maior relevância.








