Vírus da herpes zoster em Itabira: farmácias relatam aumento na procura por medicamentos para tratar a doença

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Segundo informações de farmácias em Itabira, várias pessoas estão procurando pela vacina e pelos medicamentos que tratam a herpes zoster. A doença, que aparece na pele, é causada pelo vírus Varicela-Zoster e também é conhecida como cobreiro. Conforme uma fonte, várias pessoas estão infectadas em Itabira.

De acordo com especialistas, esse vírus permanece “adormecido” no organismo durante toda a vida da pessoa, podendo ser reativado na idade adulta ou em pessoas com baixas defesas no organismo, como as que têm doenças crônicas como hipertensão, diabetes, câncer, Aids, pacientes que fizeram transplante e outras.

Em uma rápida pesquisa feita por este jornalista (que também foi infectado) a cada 15 minutos chegava um paciente em uma farmácia de Itabira comentando sobre a doença.

Uma senhora disse que o marido foi infectado e falou que a dor é muito grande. Uma outra moça disse que o filho foi atingido pela doença no rosto. A matéria foi feita hoje e não tivemos contato com a Secretaria de Saúde do Município para saber mais informações deste caso e quantas pessoas tiveram a doença.

Sintomas e prevenção

Listamos os principais sintomas da herpes zoster e as maneiras de prevenção. Entretanto, antes de qualquer atitude em relação ao vírus ou de aparecimentos de corpos estranhos, o melhor caminho é procurar um profissional da saúde para ser melhor orientado.

Antes do aparecimento das lesões de pele, na maior parte dos casos, ocorrem os seguintes sinais e sintomas: dores nos nervos; formigamento, agulhadas, adormecimento, sensação de pressão; ardor e coceira locais; febre; dor de cabeça e mal-estar. Um ou dois dias depois dos primeiros sintomas a pele fica avermelhada e surgem bolhas com líquido dentro. São chamadas de vesículas e transportam os vírus.

O vírus tem a capacidade de correr por dentro do nervo que passa por onde aparecem as bolhas e pode causar dor muito forte no local. Essa dor intensa é chamada de nevralgia e em pessoas de idade mais avançada pode durar até cem dias. Já em crianças e jovens, é possível que nem apareça. As regiões do corpo mais atingidas pela doença são o tórax, pescoço e costas.

Quando as lesões do herpes zoster surgirem no rosto, há o risco de provocarem problemas nos olhos e nesses casos, o paciente deve ser acompanhado por médico oftalmologista.
Para evitar que outras pessoas se contaminem, o mais importante é tomar cuidado ao tocar nas feridas. O paciente deve lavar as mãos com água e sabão antes e depois de lidar com a lesão e, se por acaso notar que as bolinhas estão estourando, deve cobrir a região para não deixar que o líquido contendo vírus vaze. É importante separar toalhas e objetos pessoais que entram em contato com a lesão.

Entre as maneiras de prevenção a doença, está a vacinação, a limpeza das mãos, manter as unhas cortadas e higienizar objetos que estejam contaminados.

Já existe uma vacina contra a herpes zoster. A “Shingrix” é recomendada para adultos acima de 50 anos e pessoas a partir de 18 anos que tenham risco aumentado para herpes zoster (como as imunossuprimidas). Ela também pode ser aplicada em indivíduos que já tiveram herpes zoster ou já tomaram, em outro momento, a vacina antiga (Zostavax). Ela chega a custar no mercado cerca de R$ 1,6 mil.

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