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“Voltou e Foi Executado: Ex-Chefe do Tráfico Ignora Acordo Milionário e é Morto na Pampulha”

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Belo Horizonte (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se uma disputa pelo comando do tráfico de drogas motivou o assassinato de Márcio Gomes dos Santos, de 49 anos, conhecido como “Neném”, ocorrido na tarde deste domingo (21), na Vila Paquetá, região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Apontado pela Polícia Militar como uma das principais lideranças criminosas da comunidade nos últimos anos, Neném foi executado a tiros em plena luz do dia. No local do crime, peritos recolheram quase 20 cápsulas de munição, evidenciando a violência da ação. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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Segundo informações levantadas pela PM, o histórico de Neném no tráfico da Vila Paquetá é marcado por conflitos e disputas sangrentas. Ele é suspeito de ter ordenado a morte do próprio irmão, conhecido como “Maquinho Pulmão”, assassinado a tiros em outubro de 2025.

Após a morte do irmão, Neném teria assumido definitivamente o controle das atividades criminosas na região. Posteriormente, conforme apuração policial, ele negociou a venda do comando das bocas de fumo por aproximadamente R$ 500 mil. O acordo, porém, incluía uma exigência considerada inegociável pelos novos ocupantes do território: ele deveria deixar a comunidade e jamais retornar.

Entretanto, informações recebidas pela polícia apontam que Neném voltou à Vila Paquetá no sábado (20). Testemunhas relataram que ele foi visto circulando armado e frequentando bares da região, comportamento que teria gerado tensão entre integrantes do grupo que assumiu o controle do tráfico.

Na tarde seguinte, o ex-líder criminoso estava sentado próximo a um ponto de venda de drogas quando foi surpreendido pelos disparos. A principal linha de investigação indica que o atirador agiu a pé, conhecia a rotina da vítima e teria aproveitado o momento para executar o ataque.

A Polícia Civil trabalha para identificar os autores do homicídio e esclarecer se o retorno de Neném à comunidade foi o fator determinante para sua execução.

O caso segue sob investigação.

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