
Homem condenado por homicídio brutal dentro da cadeia pública de Rio Casca estava foragido da Justiça; ele também possui condenações por latrocínio e feminicídio
Um homem de 44 anos condenado por participar do assassinato de um detento dentro da cadeia pública de Rio Casca, na Zona da Mata de Minas Gerais, foi preso nesta semana em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A captura ocorreu 18 anos após o crime, que chocou o estado pela extrema violência empregada contra a vítima.
O condenado era considerado foragido da Justiça desde o julgamento realizado no fim de maio deste ano. A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio das Delegacias de Homicídios de Contagem e Ribeirão das Neves, que utilizaram técnicas de inteligência e diligências investigativas para localizar o suspeito.
De acordo com o MPMG, o homem deverá cumprir pena de 18 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Além dessa condenação, ele também possui sentenças pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e feminicídio. Dos três condenados pelo homicídio ocorrido em 2007, um ainda permanece foragido.
Crime foi marcado por extrema crueldade
Segundo as investigações, o detento foi submetido a uma sessão de tortura dentro da unidade prisional. Os acusados agrediram a vítima com socos, chutes e choques elétricos, chegando a abafar seus gritos de socorro durante as agressões.
Mesmo sendo socorrido e encaminhado para atendimento médico, o preso não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
As investigações apontaram que a motivação do homicídio teria sido a suspeita de que a vítima havia cometido um crime de natureza sexual.
Tribunal reconheceu agravantes
Durante o julgamento no Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a prisão do condenado, as autoridades agora concentram esforços para localizar o terceiro envolvido no crime, que continua sendo procurado pela Justiça.








