Brasileiros repatriados dos Estados Unidos terão acesso a oportunidades de emprego no setor hoteleiro de Minas Gerais por meio de uma iniciativa desenvolvida pela Associação Mineira dos Hotéis de Lazer (Amihla), em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e o governo federal. A proposta tem como objetivo facilitar a reinserção profissional de pessoas que retornam ao Brasil sem perspectivas imediatas de trabalho.
O Aeroporto de Belo Horizonte, em Confins, foi escolhido como ponto estratégico para a chegada dos brasileiros deportados, já que cerca de metade deles é natural de Minas Gerais. Ao desembarcarem, eles recebem apoio por meio do programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), além da assistência da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU especializada em questões migratórias.
Dados levantados pela OIM com 575 brasileiros que retornaram ao país mostram que 90% estão em idade produtiva. Entre eles, 399 adquiriram experiência profissional durante o período em que estiveram nos Estados Unidos. O estudo também aponta que muitos possuem conhecimento da língua inglesa, sendo 113 com nível avançado, 65 com nível intermediário e 139 com nível básico. Além disso, 153 entrevistados informaram ter formação técnica ou profissionalizante.
Com a oficialização da parceria, prevista para ocorrer nas próximas semanas, os hotéis associados à Amihla poderão registrar vagas de emprego em uma plataforma específica. Essas oportunidades serão divulgadas pela OIM para sua rede de atendimento e para os brasileiros retornados que fazem parte do banco de dados do programa.
A partir desse processo, os empreendimentos terão acesso aos perfis dos candidatos, podendo realizar entrevistas e conduzir suas próprias etapas de seleção. A contratação ficará sob responsabilidade direta das empresas participantes, criando uma conexão entre profissionais que buscam retornar ao mercado de trabalho e um segmento que enfrenta dificuldades para preencher postos em áreas operacionais e de atendimento. Segundo os responsáveis pela iniciativa, toda a estrutura operacional do programa já está pronta para entrar em funcionamento.








