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CASO EVELLYN: MENINA DE 8 ANOS FOI MORTA APÓS SEQUESTRADORES PERDEREM CONTATO COM O PRÓPRIO PAI, APONTADO COMO MANDANTE

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Celulares teriam sido apreendidos dentro de presídio após descoberta dos assassinatos da mãe e da amiga; sem receber ordens e com medo de serem reconhecidos, executores decidiram matar a criança, segundo a Polícia Civil

A pequena Evellyn Jasmin Machado Acacio, de apenas 8 anos, teria sido assassinada depois que os sequestradores perderam contato com o próprio pai da menina, apontado pela investigação como o mandante de toda a ação criminosa.

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Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o homem comandaria os dois executores de dentro da Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, utilizando aparelhos celulares que mantinha ilegalmente na unidade prisional.

O plano, porém, teria desmoronado depois que as autoridades tomaram conhecimento dos assassinatos de Ketlyn Oliveira, mãe de Evellyn, e da cabeleireira Ana Raquel de Brito, amiga da vítima. Os celulares atribuídos ao pai da criança foram apreendidos, interrompendo a comunicação entre o suposto mandante e os sequestradores.

Sem conseguir novas ordens e temendo que a menina pudesse reconhecer os envolvidos caso fosse libertada, os suspeitos decidiram matar Evellyn, conforme apontou a investigação.

CRIANÇA FOI MANTIDA EM CATIVEIRO APÓS VER A MÃE SER SEQUESTRADA

De acordo com o delegado Murillo Ribeiro de Lima, depois de matarem Ana Raquel e Ketlyn, os dois suspeitos levaram Evellyn para um sítio localizado em Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O imóvel, segundo a investigação, já teria sido escolhido e alugado antecipadamente como parte do planejamento criminoso. Durante todo o dia 22 de junho de 2023, os sequestradores tentaram entrar em contato com o homem apontado como mandante.

Mas a comunicação foi interrompida.

Com os aparelhos apreendidos pelas autoridades e sem conseguir falar com o pai da menina, os criminosos teriam decidido que libertar a criança representava um risco.

Evellyn foi então levada para uma área de mata, onde teria sido assassinada.

Um dos suspeitos confessou o crime e indicou aos investigadores o local onde o corpo teria sido deixado. Em julho deste ano, a Polícia Civil realizou buscas na região indicada, mas os restos mortais da menina não foram localizados.

TRÊS ANOS DEPOIS, POLÍCIA CONCLUI INVESTIGAÇÃO

Cerca de três anos após o desaparecimento de Evellyn, a Polícia Civil concluiu o inquérito e apresentou os detalhes da investigação.

Segundo o delegado Murillo Ribeiro de Lima, o plano inicial atribuído ao pai da criança seria sequestrar Ketlyn e submetê-la a agressões, deixando-a cega. A motivação, conforme a apuração, estaria relacionada a denúncias e acusações feitas pela mulher contra ele nas redes sociais.

Ana Raquel e a pequena Evellyn, no entanto, também acabaram se tornando vítimas da sequência criminosa.

ENTENDA O CRIME

Na noite de 21 de junho de 2023, Ketlyn Oliveira foi até o salão de beleza da amiga, Ana Raquel Brito, em Sabará, acompanhada da filha Evellyn, então com 8 anos.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram até o estabelecimento com o objetivo de sequestrar Ketlyn.

Ana Raquel teria tentado impedir a ação e acabou sendo morta após ser atingida na cabeça com um martelo. Em seguida, os criminosos fugiram levando Ketlyn e a filha dela.

Durante o trajeto, Ketlyn teria pulado do veículo em uma tentativa desesperada de escapar. Ela foi perseguida pelos criminosos e assassinada.

O corpo da mulher foi encontrado durante a madrugada do dia 22 de junho, a aproximadamente um quilômetro do salão de beleza.

Após a morte da mãe, Evellyn foi levada para o sítio em Ravena, onde permaneceu em cativeiro durante horas.

O que começou como um plano de sequestro terminou, segundo a Polícia Civil, em uma sequência brutal de assassinatos — e no desaparecimento definitivo de uma criança de apenas 8 anos.

Três mulheres. Uma noite de terror. Uma criança que nunca voltou para casa. Agora, três anos depois, a investigação revela os detalhes do caso que chocou Minas Gerais.

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