
Suspeito, que era procurado desde confronto no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte, teria ignorado ordens de rendição e apontado uma pistola Glock calibre .40 contra policiais militares durante abordagem.
Um homem de 36 anos morreu após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar, na Rua Guaracy Júnior, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o registro policial, ele era procurado desde o dia 22 de agosto, quando teria efetuado disparos contra militares nas proximidades do Aglomerado Morro do Papagaio, na capital mineira.
A ação que terminou em morte ocorreu após um intenso trabalho de inteligência para localizar o suspeito, identificado como Vitor Gonçalves dos Santos.
De acordo com a Polícia Militar, informações levantadas pelos setores de inteligência apontaram que Vitor estaria escondido em uma residência em Betim. Equipes do Tático Móvel do 22º Batalhão foram mobilizadas e seguiram até o endereço indicado.
Ao chegarem ao imóvel, os militares encontraram duas pessoas no corredor de acesso à residência. Enquanto elas eram abordadas, outros policiais avançaram em direção ao interior da casa.
Foi nesse momento que, segundo o boletim de ocorrência, um sargento visualizou Vitor dentro da sala portando uma arma de fogo.
ORDENS DE RENDIÇÃO FORAM IGNORADAS
Ainda conforme o registro, os policiais deram ordens, em voz alta, para que o homem soltasse a arma e se rendesse. A ordem, porém, não teria sido obedecida.
Os militares relataram que Vitor teria apontado a pistola em direção a um dos policiais, a curta distância. Diante da ameaça considerada iminente, dois militares efetuaram disparos.
PISTOLA GLOCK COM NUMERAÇÃO SUPRIMIDA
A arma apreendida com Vitor, segundo o registro policial, era uma pistola Glock calibre .40, equipada com carregador alongado com capacidade para 22 munições.
No momento da apreensão, a pistola estaria carregada com 10 munições, incluindo uma alojada na câmara. Os militares também constataram que a numeração de identificação do armamento havia sido suprimida.
Vitor foi socorrido ainda com sinais vitais e levado para uma unidade hospitalar em Contagem, onde recebeu atendimento médico. Apesar dos procedimentos realizados, a morte foi confirmada.
O boletim registra perfurações no tronco e na coxa esquerda. A definição oficial sobre as lesões, trajetórias dos disparos e demais circunstâncias ficará a cargo dos exames periciais.
O homem possuía registros policiais anteriores por ocorrências relacionadas, entre outros fatos, a tráfico de drogas, roubo, tortura, lesão corporal, agressões, violência contra a mulher e posse ou porte ilegal de arma de fogo.
O caso segue investigado pelas autoridades









