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Diarista presa em Itabira tinha histórico de dopar vítimas para praticar roubos, diz polícia

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta segunda-feira (13), o inquérito que investigava a morte de um casal de idosos em Belo Horizonte e indiciou a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, por latrocínio, crime de roubo seguido de morte. Segundo a corporação, as investigações também revelaram que a mulher possui histórico de dopar vítimas para cometer roubos.

O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira. O crime aconteceu no dia 29 de junho, e os corpos foram encontrados no dia seguinte.

Paola está presa desde o dia 2 de julho. Conforme a investigação, ela havia sido indicada por um familiar da idosa para trabalhar como diarista na residência do casal.

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A Polícia Civil informou que a suspeita já havia decidido cometer o crime antes mesmo de chegar ao apartamento. Segundo os investigadores, ela tem histórico de praticar roubos por meio da administração de medicamentos com efeitos sedativos, reduzindo a capacidade de reação das vítimas.

Durante a apuração, outras pessoas procuraram a polícia relatando terem sido vítimas da diarista. Ao todo, foram identificados mais quatro crimes atribuídos à investigada envolvendo a dopagem de clientes. Na casa da mulher, os policiais recuperaram parte dos objetos furtados de um casal.

Entre os materiais apreendidos estavam R$ 18,8 mil em dinheiro, celulares, joias, semijoias, relógios, bolsas, perfumes, roupas e óculos. Também foram encontrados com a investigada 165 comprimidos do medicamento de efeito sedativo.

As investigações apontaram que as vítimas sofreram lesões provocadas por instrumento perfurocortante e apresentavam sinais de defesa. A faca utilizada nos assassinatos foi localizada durante uma perícia realizada no apartamento do casal no dia 6 de julho.

Em conversa com investigadores, a suspeita afirmou que dopou o casal com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes do ataque.

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da diarista ao prédio por volta das 7h30 do dia 29 de junho e sua saída cerca de oito horas depois. Após deixar o edifício, ela descartou uma blusa suja de sangue em uma caçamba localizada em uma rua paralela.

Além de Paola, a Polícia Civil indiciou quatro homens por receptação qualificada, por terem adquirido bens roubados das vítimas. Conforme a corporação, eles procuraram a polícia voluntariamente durante as investigações, devolveram os produtos e afirmaram desconhecer a origem ilícita dos objetos.

Segundo a PCMG, não foram identificadas outras pessoas suspeitas de participação no latrocínio do casal.

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