As eleições de 2026 definiram neste domingo (4) os dois nomes que passarão a representar Minas Gerais no Senado Federal a partir de fevereiro de 2027. Com 92% das urnas apuradas no Estado, Domingos Sávio, do PL, aparecia na liderança, com 24,5% dos votos, enquanto Marília Campos, do PT, registrava 19,32%.
Os novos senadores terão mandatos de oito anos, com início previsto para 1º de fevereiro de 2027. Na mesma data, ocorrerão as posses dos parlamentares eleitos e a escolha do presidente do Senado, que também exercerá o comando do Congresso Nacional durante o biênio seguinte.
Aos 69 anos, Domingos Sávio é médico-veterinário, produtor agropecuário e empresário. Natural de São Tiago, no Centro-Oeste mineiro, começou a trajetória política em Divinópolis, onde ocupou o cargo de vereador entre 1993 e 1996 e, posteriormente, foi prefeito de 1997 a 2000. Entre 2003 e 2011, exerceu três mandatos como deputado estadual e, desde 2011, integra a Câmara dos Deputados. Filiado ao PL desde 2022, chegou ao Senado depois de mais de duas décadas ocupando cargos eletivos. Antes de ingressar na vida pública, também trabalhou como médico-veterinário e produtor rural.
Marília Campos tem 65 anos, é psicóloga e nasceu em Ouro Branco. Sua atuação política é ligada ao PT desde os anos 1980, quando iniciou a militância no movimento estudantil em Uberlândia. Na região, participou ainda da fundação do partido e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Durante a década de 1990, presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte.
Em 2000, Marília foi eleita vereadora de Contagem e, dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde cumpriu três mandatos. Também comandou a Prefeitura de Contagem por quatro mandatos, tornando-se a primeira mulher a governar o município. Em 2026, deixou o cargo de prefeita para concorrer ao Senado.
A votação para o Senado tem uma dinâmica diferente da eleição para a Câmara dos Deputados. Neste pleito, cada eleitor teve direito a dois votos, referentes à terceira e à quarta posições da urna eletrônica. Os candidatos ao Senado disputam com números de três dígitos e apresentam dois suplentes cada.
Cada Estado e o Distrito Federal possuem três representantes no Senado, todos com mandatos de oito anos. A renovação das cadeiras ocorre de maneira alternada: em uma eleição, um terço dos senadores é escolhido; quatro anos depois, a renovação corresponde a dois terços das vagas.
Em 2026, foram escolhidos dois senadores por Estado e também no Distrito Federal. Ao todo, 54 cadeiras foram renovadas nas eleições deste ano, e os eleitos passarão a integrar oficialmente a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027.
Diferentemente da disputa para a Câmara dos Deputados, a eleição para o Senado ocorre pelo sistema majoritário. Dessa forma, são eleitos os candidatos que obtêm as maiores votações. Os suplentes podem assumir o mandato em situações previstas pela legislação eleitoral, incluindo afastamentos do titular durante o exercício da função.








