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EXCLUSIVO – CRONOLOGIA DO LATROCÍNIO: CRIME, FUGA, CONFISSÃO INFORMAL E PRISÃO DA SUSPEITA

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A investigação da Polícia Civil aponta que o latrocínio que vitimou o casal de idosos Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio começou a ser esclarecido poucas horas após o crime, por meio de imagens de câmeras de segurança, rastreamento dos bens roubados e diligências ininterruptas realizadas por equipes do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).

29 de junho – O crime

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Na segunda-feira (29), Paola Stefany Neto Cirino foi até a residência das vítimas, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, para prestar serviço como diarista. Segundo a investigação, durante a permanência no imóvel, ela atacou o casal com diversos golpes de faca e fugiu levando dinheiro, celulares, joias e outros objetos de valor.

Após o crime

As investigações indicam que, logo depois do ataque, a suspeita foi filmada descartando roupas e outros objetos em uma caçamba de entulho na esquina das ruas Major Lopes e Passa Tempo, na capital. No local, policiais recolheram uma blusa e uma meia com manchas semelhantes a sangue, encaminhadas para perícia.

Na sequência, a suspeita teria negociado parte dos objetos roubados, comprou um aparelho celular em uma loja e seguiu para Ribeirão das Neves.

Retorno para casa

Familiares relataram que Paola voltou para casa no fim da tarde do dia 29 aparentemente tranquila. Ela não comentou sobre o trabalho realizado naquele dia e permaneceu na residência até a manhã seguinte.

30 de junho – Investigação

Ainda na manhã do dia 30, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências para localizar a suspeita. Durante a investigação, câmeras de monitoramento permitiram reconstruir o trajeto percorrido após o crime.

Na parte da tarde, Paola deixou novamente a residência levando malas e o filho de seis anos. Aos familiares, disse que viajaria para o Espírito Santo.

1º de julho – Fuga para Itabira

A investigação concluiu, no entanto, que a suspeita viajou para Itabira, onde se hospedou em um hotel na Avenida Duque de Caxias.

2 de julho – Prisão

Após descobrir o paradeiro da investigada, policiais do Depatri seguiram para Itabira e localizaram Paola no quarto 602 do hotel.

Ela foi presa sem resistência.

Durante a operação foram apreendidos aproximadamente R$ 18.810 em dinheiro, aparelhos celulares, joias, perfumes, bolsas, roupas, uma faca e diversos objetos considerados relevantes para a investigação.

O que disse a suspeita

Segundo o auto de prisão em flagrante, antes mesmo do interrogatório oficial, Paola declarou espontaneamente aos policiais que era autora do crime.

Ainda conforme o documento, ela afirmou que estava em “surto psicótico” no momento dos fatos e que, nessa condição, desferiu diversos golpes de faca contra o casal de idosos.

Entretanto, quando foi formalmente interrogada pelo delegado, acompanhada por advogado, a suspeita exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ela informou que prestaria esclarecimentos apenas em momento oportuno, autorizou que sua tia ficasse responsável pela guarda provisória do filho de seis anos e pediu para ser submetida a avaliação por um médico psiquiatra.

A investigação também registra que familiares relataram à Polícia Civil que Paola fazia uso de clonazepam, havia passado por atendimento psiquiátrico anteriormente, chegou a iniciar tratamento em um CAPS e, nos últimos meses, apresentava mudanças de comportamento, embora essas informações ainda dependam de avaliação técnica e não representem conclusão pericial sobre sua condição mental no momento do crime.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e será analisado pela Justiça durante o andamento da ação penal.

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