
Um homem de 27 anos, investigado pelo homicídio qualificado de Kerolainy Eviny de Jesus, de 28 anos, ocorrido em 5 de agosto de 2026, no bairro Barra Alegre, em Ipatinga, foi preso preventivamente nesta terça-feira (18).
A informação foi divulgada pelo Ministério Público, que junto da Polícia Civil, solicitou a prisão, que foi decretada pela Vara de Execuções Penais, de Precatórias Criminais e do Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga. Segundo os elementos reunidos na investigação, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo após uma discussão relacionada à motocicleta que havia alugado. Conforme apurado, o investigado teria comparecido à residência de Kerolainy acompanhado de outro indivíduo.
Após o início da discussão, foram efetuados disparos contra a vítima, que permaneceu internada e morreu cinco dias depois, em decorrência dos ferimentos. Após a prisão em flagrante, foram impostas ao investigado medidas cautelares diversas da prisão, entre elas o recolhimento domiciliar no período noturno e o monitoramento eletrônico. Contudo, segundo os registros policiais considerados na decisão, foram constatados dois episódios de descumprimento das medidas cautelares, nos dias 13 e 15 de agosto.
Durante uma das abordagens, o investigado teria tentado fugir, passando por quintais e diferentes imóveis, além de ter danificado o próprio aparelho celular, circunstâncias consideradas pelo Juízo na análise da necessidade da prisão preventiva.
Ao decretar a prisão, o Juízo considerou, entre outros fundamentos, a gravidade concreta do homicídio investigado, as circunstâncias e o modo de execução, o contexto envolvendo o tráfico de drogas, o risco de reiteração delitiva e o descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas.
A decisão também destacou a necessidade de resguardar a ordem pública e a efetividade da persecução penal, diante dos elementos apresentados pela investigação e do comportamento atribuído ao investigado após a imposição das medidas cautelares. O mandado de prisão preventiva foi expedido nesta terça-feira (18), com determinação de cumprimento imediato, tendo sido efetivamente cumprido na mesma data.
Em nota, o Ministério Público afirma que “a prisão preventiva se mostra necessária diante da gravidade concreta dos fatos investigados e, especialmente, da existência de elementos que indicam possível reiteração delitiva e descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas”.
Fonte:WELLINGTON FRED









