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‘Já matou galinha?’, retrucou diarista presa em Itabira após ser questionada sobre latrocínio de idosos

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A postura da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, durante a reconstituição do latrocínio que matou o advogado Cláudio Atala, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Atala, de 76, chamou a atenção dos investigadores. O crime aconteceu no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e, segundo a Polícia Civil, a suspeita demonstrou frieza ao reviver os acontecimentos.

O delegado João Prata, chefe da Divisão Operacional do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), afirmou que uma das situações que mais impressionou a equipe ocorreu quando uma perita questionou Paola sobre a forma como os golpes de faca haviam sido desferidos contra as vítimas. Conforme o delegado, a investigada respondeu perguntando à profissional se ela já havia matado uma galinha. Prata também destacou que, durante a reconstituição, a diarista chegou a demonstrar preocupação com o estado do cabelo e das unhas.

Ainda de acordo com o delegado, Paola relatou com riqueza de detalhes diversos momentos que antecederam e sucederam o crime. No entanto, quando foi questionada sobre a dinâmica dos assassinatos, passou a dizer que não se lembrava. “Ela narra todos os fatos, lembra de tudo nitidamente. Mas, no que diz respeito a quem foi a primeira vítima, por que atacou e qual foi a sequência cronológica, ela começa a dar uma de desentendida”, afirmou.

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Segundo João Prata, a suspeita sustentou que sofreu um surto exclusivamente durante a execução das vítimas. Conforme o relato apresentado por ela, uma voz repetia a ordem para matar. “Ela fala que surtou. É exatamente nesse ponto que diz que alguma voz ficou dizendo: ‘mata, mata, mata’. O surto dela é exclusivamente nessas frações de tempo, quando executou a senhora Clotilde e o senhor Cláudio”, declarou o delegado.

Apesar da justificativa apresentada pela investigada, a Polícia Civil afirma que a versão não convenceu os responsáveis pela investigação. Para João Prata, a conduta da diarista ao longo da reconstituição reforçou outra impressão. “Ela demonstrou ser uma pessoa completamente fria e dissimulada”, concluiu.

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