A mulher acusada de mutilar e matar um homem, que teve o órgão genital decepado, afirmou, em depoimento nesta terça-feira (24/4), que cometeu o crime após flagrar a vítima em cima da filha dela, que tinha 11 anos à época. Ela é julgada pelo Tribunal do Júri no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, pelos crimes de homicídio qualificado, corrupção de menores e ocultação de cadáver. O crime ocorreu em março de 2025.
Segundo o relato, a ré disse que conhecia o homem desde a infância, já que moravam próximos, e que os dois mantinham um relacionamento esporádico. Ela afirmou que o homem tinha liberdade para frequentar a casa.
Ainda em depoimento, a mulher contou que, cerca de duas semanas antes do crime, descobriu que o homem enviava mensagens de cunho sexual, com visualização única, para a filha.
Sobre o dia do crime, a mulher relatou que o homem chegou à casa já embriagado. Ela negou ter dado qualquer medicamento para que ele dormisse e afirmou que não houve relação sexual entre os dois.
De acordo com a versão apresentada, os dois foram dormir e, durante a madrugada, ela acordou com gritos da filha. Ao ir até o quarto, disse ter visto o homem em cima da menina, com a calça abaixada e tentando tapar a boca dela.
A ré afirmou que conseguiu arrastar o homem até a sala e, em seguida, pegou uma faca e desferiu vários golpes. Segundo o depoimento, ela só conseguiu imobilizá-lo porque ele estava com a calça abaixada.
Após o crime, a mulher disse que um adolescente ouviu a movimentação e entrou na casa. Os dois, então, combinaram de retirar o corpo e levá-lo a uma área de mata, onde atearam fogo.
Ainda conforme a denúncia do Ministério Público, o homem ainda estava vivo quando teve o pênis decepado.







