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Minas Gerais lidera investimentos em minerais críticos no Brasil

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Minas Gerais concentrou R$ 234,5 milhões em investimentos destinados à exploração de minerais críticos em 2025, o maior volume entre os estados brasileiros. Detentor de quase metade das reservas nacionais de terras raras, o estado se destaca no setor, considerado estratégico para a transição energética. Os dados constam na plataforma MCE 360, da Agência Nacional de Mineração (ANM), que divulgou informações sobre os aportes no segmento nesta semana.

Goiás aparece na segunda posição do levantamento, com R$ 205 milhões em investimentos. Em Minas Gerais, o minério de ferro foi a substância que mais recebeu recursos, com R$ 90 milhões direcionados à exploração de jazidas ao longo do ano passado. Os investimentos alcançaram principalmente municípios das regiões Metropolitana de Belo Horizonte e Central, como Ouro Preto, Itabira, Mariana e Nova Lima.

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O ouro ficou em segundo lugar entre os minerais que receberam aportes no estado, com R$ 47 milhões destinados a atividades de exploração e pesquisa. Os recursos contemplaram cidades do Noroeste mineiro, como Paracatu e Guarda-Mor, além de municípios da região Central, entre eles Mariana e Itabirito. Paracatu tem destaque na atividade aurífera nacional e responde por aproximadamente 22% da produção brasileira de ouro. A exploração no município é conduzida pela Kinross, responsável pela maior mina de ouro a céu aberto do país.

Na terceira posição, o lítio recebeu R$ 42,2 milhões em investimentos, conforme os dados da ANM. Os aportes beneficiaram municípios do Vale do Jequitinhonha, região que concentra importantes reservas do mineral, como Itinga, Araçuaí e Virgem da Lapa, entre outras localidades.

A expansão da exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha nos últimos anos está relacionada ao aumento da demanda pelo mineral, matéria-prima fundamental para a fabricação de baterias de íon-lítio. Esses equipamentos permitem armazenar energia limpa e são utilizados também em veículos elétricos, considerados uma alternativa para reduzir as emissões de carbono na economia.

A relevância da região para esse mercado deve crescer nos próximos anos. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o Vale do Jequitinhonha deverá concentrar cerca de 78% dos investimentos previstos para a exploração de lítio no Brasil até 2029. O volume estimado para a região é de US$ 906 milhões.

Além de ferro, ouro e lítio, o levantamento da ANM contempla investimentos em outras substâncias minerais, como terras raras, titânio, fosfato, nióbio, grafita, quartzo, alumínio, manganês, estanho, níquel, potássio, cobre, cobalto, cromo e tântalo.

Cenário nacional

Em todo o país, os investimentos destinados à exploração de minerais críticos somaram R$ 1,2 bilhão em 2025, de acordo com a Agência Nacional de Mineração. No ranking nacional por substância, o ouro liderou a destinação de recursos, com R$ 402 milhões, seguido pelo minério de ferro, com R$ 253 milhões, e pelas terras raras, que receberam R$ 163 milhões.

A divulgação dos dados pela plataforma MCE 360 ocorre em meio à implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei nº 15.506, de 16 de setembro de 2026. A legislação estabelece definições para essas duas categorias de recursos minerais e reconhece sua importância para diferentes setores da economia.

De modo geral, são considerados críticos os minerais necessários ao funcionamento de atividades econômicas relevantes cuja oferta esteja sujeita a riscos de insuficiência, instabilidade ou vulnerabilidade. Entre os fatores que podem comprometer o abastecimento estão a baixa produção nacional, a dependência de importações, a concentração geográfica dos fornecedores, as tensões geopolíticas, as restrições comerciais e os entraves tecnológicos.

Já os minerais estratégicos são aqueles considerados relevantes para o país em razão da dimensão de suas reservas ou de sua contribuição para a balança comercial, o avanço tecnológico, o desenvolvimento regional e a redução de emissões ao longo das cadeias produtivas.

A política abrange um conjunto de atividades que vai além da transição energética. As definições também incluem recursos importantes para a produção de fertilizantes, a segurança alimentar, a defesa, a infraestrutura digital, os equipamentos médicos, a indústria aeroespacial e outros segmentos considerados relevantes para o desenvolvimento nacional.

 

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