
Projeto Colossus, da australiana Viridis Mining and Minerals, prevê 25 anos de operação, retorno do investimento em menos de três anos e receita estimada em US$ 8,54 bilhões
Minas Gerais pode ganhar um novo protagonismo no mercado mundial de terras raras. A Viridis Mining and Minerals apresentou o Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS) do Projeto Colossus, empreendimento localizado no estado e que prevê um investimento inicial de US$ 449 milhões para implantação de uma operação de grande escala.
Os números apresentados pela empresa chamam atenção pela dimensão econômica. Segundo o estudo, o projeto tem potencial para gerar aproximadamente US$ 5,97 bilhões em EBITDA ao longo de uma vida útil estimada em 25 anos. A receita acumulada no mesmo período poderá chegar a US$ 8,54 bilhões.
Outro dado considerado expressivo pela companhia é a previsão de retorno do investimento em menos de três anos, colocando o Colossus entre os projetos de terras raras com perspectiva de retorno financeiro mais rápida.
O empreendimento também se destaca pela combinação entre escala de produção, custos operacionais projetados e longo período de atividade. A proposta é explorar minerais estratégicos utilizados em setores considerados fundamentais para a economia global, incluindo tecnologias de alta performance e cadeias ligadas à transição energética.
Terras raras ganham importância estratégica
Os chamados elementos de terras raras são fundamentais para a fabricação de diversos produtos de alta tecnologia. Eles estão presentes, por exemplo, em ímãs permanentes utilizados em motores elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia renovável e aplicações industriais.
Com a crescente demanda mundial por tecnologias de baixo carbono e equipamentos eletrificados, a busca por novas fontes desses minerais ganhou importância estratégica.
Nesse cenário, o Projeto Colossus coloca Minas Gerais em evidência no mercado internacional, especialmente pela possibilidade de o estado ampliar sua participação em uma cadeia mineral considerada estratégica para as próximas décadas.
Um projeto bilionário em 25 anos
De acordo com o DFS divulgado pela Viridis, o Colossus foi estruturado para operar durante 25 anos, com uma geração estimada de bilhões de dólares em valor econômico.
O estudo aponta:
Investimento inicial: US$ 449 milhões;
Receita projetada: US$ 8,54 bilhões;
EBITDA estimado: US$ 5,97 bilhões;
Vida útil da operação: 25 anos;
Retorno do investimento: menos de três anos.
Os números ainda representam projeções baseadas no estudo de viabilidade e, como ocorre em grandes empreendimentos de mineração, a execução do projeto dependerá de etapas posteriores, investimentos, licenciamento, implantação da estrutura e condições do mercado.
Minas Gerais pode ampliar protagonismo na mineração
Historicamente reconhecido pela força da mineração, Minas Gerais poderá agregar uma nova frente à sua atividade mineral caso o Projeto Colossus avance conforme as projeções apresentadas.
Além do impacto direto da operação, projetos desse porte podem movimentar fornecedores, empresas de engenharia, logística, serviços especializados e gerar arrecadação para municípios e para o estado.
O Colossus, portanto, surge com uma proposta que vai além da exploração mineral: transformar Minas Gerais em um dos pontos de interesse da cadeia global de terras raras, justamente em um momento em que esses minerais ganham cada vez mais importância econômica e estratégica.
Se os números projetados pela Viridis se confirmarem ao longo da implantação e operação, o projeto poderá representar um dos grandes movimentos recentes da mineração de minerais estratégicos em Minas Gerais










