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Ministério Público denuncia sargento por feminicídio de capitã da Polícia Militar

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, no sábado (29), um sargento da Polícia Militar acusado de feminicídio contra uma capitã da própria corporação, morta em julho deste ano. Além do homicídio, ele responde por fraude processual, três episódios de lesão corporal e tráfico de drogas.

Segundo a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Igor Bandeira e Silva, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e teve como vítima uma mãe. O MPMG aponta ainda motivo fútil, meio cruel, uso de asfixia e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Segundo o MP, na noite de 19 de julho, durante uma confraternização realizada pelo sargento no apartamento do casal, ele passou a questioná-la de maneira agressiva e intimidatória sobre mensagens em seu celular e convidados intervieram para conter a situação. Depois que a festa terminou, já na madrugada do dia 20, o acusado teria usado um bastão de madeira para golpeá-la diversas vezes no quarto, além de utilizar asfixia durante as agressões. O laudo de necropsia apontou múltiplas lesões traumáticas e várias fraturas. Após o crime, o sargento teria alterado a cena: retirou os lençóis e os colocou para lavar, levou os pedaços de madeira usados nas agressões e apagou mensagens do celular da vítima.

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Em seguida, colocou a capitã no próprio veículo e a levou ao Hospital Odilon Behrens. Ela chegou à emergência com múltiplos traumas e grave traumatismo craniano, mas a avaliação médica constatou que a morte havia ocorrido horas antes. A médica plantonista acionou a PM.

Preso em flagrante no hospital, o sargento ainda descartou em uma lixeira, enquanto era acompanhado por policiais, uma caixa metálica com 18 comprimidos de ecstasy.

O MPMG pediu que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenado a pagar ao menos R$ 50 mil pela reparação dos danos causados pelo crime. A Promotoria também solicitou sigilo sobre partes sensíveis do processo, para evitar a exposição indevida da vítima.

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