
Mary Hellen Coelho da Silva foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão após ser flagrada com cerca de nove quilos de cocaína no aeroporto de Bangkok, em 2022.
A mineira Mary Hellen Coelho da Silva, natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, retornou ao Brasil após receber indultos reais na Tailândia, onde cumpria pena por tráfico internacional de drogas. Segundo informações divulgadas pela defesa, ela está em território brasileiro desde o dia 5 de setembro.
Mary Hellen foi presa em 14 de fevereiro de 2022, quando tinha 21 anos, no Aeroporto de Bangkok, na Tailândia, junto de outros dois jovens. Na ocasião, as autoridades encontraram aproximadamente nove quilos de cocaína com o grupo.
Em maio daquele ano, a brasileira foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, além do pagamento de uma multa de 750 mil baht, valor que correspondia a aproximadamente R$ 105 mil na época. O caso ganhou repercussão devido à severidade da legislação tailandesa, que prevê punições extremamente rigorosas para crimes relacionados ao tráfico de drogas, incluindo, em determinadas circunstâncias, a pena de morte.
Conduta na prisão contribuiu para redução da pena
De acordo com a advogada Kaelly Cavoli Moreira, Mary Hellen trabalhou dentro da unidade prisional e manteve comportamento considerado exemplar durante o período de encarceramento. Segundo a defesa, esses fatores contribuíram para a redução da pena, além dos indultos concedidos pelas autoridades tailandesas.
O retorno ao Brasil também ocorre após perdas familiares durante o período em que esteve presa. Conforme informou a advogada, Mary Hellen perdeu a mãe e o avô enquanto cumpria pena no exterior, sem poder se despedir deles ou acompanhar de perto o luto da família.
Em nota, a defesa destacou que a volta representa o início de uma nova etapa na vida da mineira, após anos de afastamento dos familiares e dificuldades enfrentadas durante a prisão.
A advogada também pediu respeito à privacidade de Mary Hellen neste momento de reintegração à vida familiar.
O caso, que teve repercussão nacional desde a prisão em 2022, volta a chamar a atenção para as consequências do tráfico internacional de drogas e para as diferenças entre os sistemas penais dos países.
Reportagem: Cosme Ferreira | Notícias Uai








