Siga nossas redes

spot_img

Quem são os três militares mortos em queda de avião da PMMG no Vale do Aço; corporação lamenta tragédia

spot_img
spot_img
spot_img

Acidente ocorreu nesta sexta-feira (9), em Santana do Paraíso. Entre as vítimas estão um tenente-coronel experiente na aviação e duas tenentes que atuavam como pilotos da Polícia Militar de Minas Gerais.

Uma tragédia abalou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na tarde desta sexta-feira (9 de outubro de 2026). Três militares morreram após a queda de uma aeronave da corporação nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região de Ipatinga, no Leste de Minas Gerais.

-Continua após a publicidade-

As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, a tenente Gabriela Emília Soares Resende, de 35 anos, e a tenente Alice dos Santos Almeida, de 34 anos.

Segundo informações divulgadas pela corporação, os militares realizavam um voo de recheque na aeronave Pégasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. O procedimento faz parte das atividades de treinamento e avaliação operacional dos profissionais da aviação policial.

O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado aproximadamente às 16h20 para atender à ocorrência na altura do km 43 da BR-458. Após a queda, a aeronave pegou fogo.

Quem eram os militares mortos

Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre

Natural de Belo Horizonte, Luis Fernando Silvestre tinha 49 anos e acumulava mais de 5 mil horas de voo. De acordo com a Polícia Militar, ele era o instrutor mais experiente da corporação e comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave).

Com mais de duas décadas de serviços prestados à instituição, o oficial pilotava a aeronave no momento do acidente. Ele deixou a esposa e três filhos.

Tenente Gabriela Emília Soares Resende

Aos 35 anos, Gabriela Emília também era natural de Belo Horizonte e entrou para a Polícia Militar em 2017, sendo declarada oficial em 2019.

Em 2023, tornou-se a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, conforme informações divulgadas pela corporação. A militar acumulava aproximadamente 300 horas de voo.

Antes de integrar o Comando de Aviação do Estado, atuou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, em Belo Horizonte.

Gabriela havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela deixou o marido e dois filhos pequenos.

Tenente Alice dos Santos Almeida

Natural de Caratinga, na região do Rio Doce, Alice Almeida tinha 34 anos e também atuava na aviação da Polícia Militar.

Além de exercer a função de piloto, a tenente trabalhava na área de manutenção de aeronaves da corporação. Segundo as informações divulgadas, ela acumulava cerca de 300 horas de voo.

O que diz a Polícia Militar

A Polícia Militar de Minas Gerais confirmou a morte dos três integrantes e manifestou pesar pela perda dos profissionais que atuavam no serviço de aviação policial.

O coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, destacou a consternação que tomou conta da instituição após a confirmação das mortes.

“No primeiro momento, segue a lamentação e a consternação de toda a Polícia Militar pelo falecimento de três combatentes desses asas indomáveis da nossa corporação”, declarou o oficial.

Em outra manifestação, Santiago reforçou o sentimento de luto da instituição.

“A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”, lamentou.

As declarações ressaltam o impacto da tragédia entre os integrantes da Polícia Militar, especialmente entre os profissionais ligados ao Comando de Aviação do Estado.

Investigação do acidente

A queda ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender à ocorrência.

As circunstâncias que levaram à queda da aeronave deverão ser apuradas pelos órgãos competentes. Até que haja a conclusão das investigações, não é possível afirmar o que provocou o acidente.

A morte dos três militares representa uma perda para a Polícia Militar de Minas Gerais e para seus familiares, que enfrentam a dor da perda em uma ocorrência que mobilizou equipes de emergência e causou comoção no Vale do Aço.

Reportagem: Cosme Ferreira | Notícias Uai

spot_img
spot_img
spot_img